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⟳ Atualizada em: 18/05/2021 17:20

Senadora Kátia Abreu (PP-TO), pivô da crise que culminou na demissão de Ernesto Araújo, fez uma fala exaltada na CPI da Covid .

A presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Kátia Abreu (PP-TO), enquadrou o ex-chanceler Ernesto Araújo após ele negar ataques à China.

“Eu vejo senhor Ernesto que sou psicóloga de formação, mas sou uma mulher do campo. Eu imagino que o senhor tenha uma memória seletiva, para não dizer uma memória leviana”, disse a parlamentar.

Ela também afirmou que Ernesto Araújo não auxiliou o processo de obtenção de IFA para a Coronavac.

“Toda a vacina que veio do Brasil, veio do governo de São Paulo. Se tivesse precisado, o governo poderia ter apoiado. Nesse caso, foi zero sua interferência como chanceler”, afirmou a parlamentar.

Kátia Abreu continuou enquadrando o Ernesto Araújo, lembrando do episódio do Capitólio nos EUA ocorrido em janeiro deste ano; “O senhor minimizou a atuação dos vândalos, ao invés de se solidarizar com o governo norte-americano. Você era amigo de Trump”, disse a parlamentar. “O senhor é um negacionista compulsivo. O senhor foi uma bússola que nos direcionou para o caos”, prosseguiu.

A Senadora afirmou à CPI da Covid que o trecho da reunião ministerial de 22 de abril do ano passado mantido em sigilo por determinação do STF estava relacionado aos ataques do ex-chanceler Ernesto Araújo à China.

“Eu quero lembrar ainda  o senhor está esquecido, porque a sua memória não é boa: houve uma reunião ministerial no Palácio em que foram ditas algumas coisas e foi pedida a abertura dessas falas dessa reunião ministerial. O Ministro Celso de Mello autorizou, e a AGU pediu encarecidamente que um pedaço fosse retirado, pelo amor de Deus, ou daria um problema diplomático seriíssimo”, disse a parlamentar, que prosseguiu:

“E adivinha de quem era esse trecho? De vossa excelência, em que o senhor atacava fortemente a China”.

A parlamentar disse também à CPI que vai pedir a quebra do sigilo desse trecho da reunião ministerial.

“China tão atacada, Tedros Adhanom tão atacado, governo Biden tão atacado. Hoje nós estamos nas mãos dessas pessoas que o senhor ajudou a atacar com tanta força.”

Quanto a ajudar o país  para adquirir vacinas a parlamentar foi mais uma vez para cima do ex-chanceler dizendo que ele tinha obrigação  de ajudar o Brasil a conseguir vacinas contra a Covid.

Ela zombou da declaração de Ernesto, que negou ter promovido atritos com a China.

E disse:

“Eu quero bajular qualquer país que tiver vacina, qualquer um. Sou capaz de me deitar no chão e deixar que pisem em cima de mim.”

Kátia afirmou que, na busca por vacinas, não poderia ter havido “orgulho” ou “ideologia”.

“O senhor deve desculpas ao país. O senhor é um negacionista compulsivo, omisso. O senhor no MRE [Ministério das Relações Exteriores] foi uma bússola que nos direcionou para o caos, para um iceberg, para o naufrágio da política internacional.”

E mais:

“O senhor colocou o país em uma situação de irrelevância.”

A certa altura do discurso, chamou o ex-ministro das Relações Exteriores de “ex-chanceler” e, na empolgação, também se referiu ao depoente como “ex-Ernesto”.

Foto: Divulgação.
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