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Júri popular: essa é sexta vez que o julgamento de Fábio Pisoni é marcado e começa com depoimentos de testemunhas

Atualizada em: 24/04/2018 12:01

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Foto: Lucas Rodrigues

O julgamento de Fábio Pisoni, acusado da morte de um estudante em Gurupi, estava previsto para às 8h30, desta terça-feira, 24, mas só foi inciado por volta das 10 horas da manhã, no Fórum da cidade, depois da composição dos jurados. O réu foi a júri popular, a defesa tentou adiar por várias vezes, a realização do julgamento. Nessa o primeira parte, as testemunhas devem ser ouvidas, no total 4 de defesa e 3 de acusação. Depois disso, Fábio Pisoni, também deve ser ouvido, o que pode acontecer, no período da tarde. Em seguida, advogados de defesa, Jorge Barros e Célia Milhomem, o advogado da família da vítima, Maxwel Fernandes e os promotores de justiça, Benedito Guedes e Ana Lúcia Bernardes, devem se pronunciar. E então os jurados darão o parecer. A previsão é que o resultado do julgamento, saia ainda hoje (24).

Foto: Cintia Portilho

Fabio Pisoni é acusado de Homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo. Ele está sendo julgado pelo crime que aconteceu em dezembro de 2007 quando atirou seis vezes contra um carro onde estava o jovem Vinicius Duarte, que morreu, e mais outras 5 pessoas que na época eram estudantes de agronomia.

Vinicius, estudante de agronomia que foi morto a tiros em Gurupi – Foto: divulgação

Defesa:

Sustenta a versão de que Fábio teria agido para se defender. “Vamos mostrar que Fábio agiu em legítima defesa. Ele foi atacado por 5 rapazes, um deles foi o estudante”, disse. Sobre o tempo que permaneceu foragido, o advogado de defesa explicou que Fábio tomou essa atitude, na época, porque estava sendo ameaçado pelos familiares e amigos do rapaz. “Quando ele foi preso em São Paulo, numa barreira policial, eu já tinha organizado a apresentação dele espontaneamente na delegacia, porque ele tinha audiência marcada para o dia 20 de dezembro”, contou.

Ministério Público:

Para a promotoria, os consecutivos adiamentos, um total de cinco, fizeram o MPE questionar o que consideram “uso sucessivo de manobras por parte da defesa”, ou seja, os adiamentos foram realizados para retardar e dificultar o julgamento, que deveria ter acontecido ainda em 2013, quando houve pronúncia do réu. Segundo MPE, as qualificadoras para os crimes (homicídio e tentativa de homicídio) consistem em motivação fútil, uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas e na exposição a riscos de outras pessoas, que se encontravam no veículo que foi alvejado e, na via pública onde ocorreram os disparos.

Relembre:

Fábio Pisoni , acusado de matar estudante em 2007 – Foto: divulgação

Em dezembro do ano passado, o crime completou 10 anos. Nesse período, Fábio foi preso três vezes, ficou foragido entre 2008 e 2012. Na época do assassinato (2007), Pisoni foi preso, mas conseguiu liberdade após um habeas corpus em março de 2008. Três anos depois, em 2011, um desembargador foi afastado do cargo durante uma operação da PF, que investigava a venda de sentenças, o inquérito apontava que a liberdade de Fábio Pisoni teria sido vendida. Em junho de 2017, ele teve nova prisão decretada e foi encaminhado para Casa de Prisão Provisória de Gurupi, onde permanece até janeiro desse ano, quando o Superior Tribunal de Justiça revogou a prisão preventiva de Fábio Pisoni e permaneceu em liberdade até o dia do julgamento (terça,24).

O crime aconteceu no centro da cidade de Gurupi, Sul do Estado. Na época a polícia informou que Fábio Pisoni teria atirado seis vezes contra um carro onde estavam o estudante Vinicius Duarte, 21 anos de idade e mais cinco pessoas. O estudante morreu no local. O motivo do crime teria sido uma discussão que começou em uma festa e terminou em um bar, onde ocorreu o homicídio.

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