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Hanseníase: “É preciso desestigmatizar o paciente para o tratamento eficaz”, alerta presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia

Atualizada em: 14/11/2018 16:09

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Palmas sedia deste a terça-feira, 13, o 15ª Congresso Brasileiro de Hansenologia, realizado pela Sociedade Brasileiro de Hansenologia (SBH), em parceria com a Prefeitura de Palmas e a Fundação Escola de Saúde de Palmas (Fesp).

Voltado para profissionais de saúde, estudantes, pesquisadores e integrantes de movimentos sociais que lutam pelos direitos humanos de pacientes com hanseníase, o evento acontece até o próximo sábado, 17, no Centro de Convenções Arnaud Rodrigues, no sul de Palmas. O presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia, Cláudio Guedes Salgado, detalhou para o Portal Orla Notícias a programação do congresso.

O congresso é uma comemoração dos 70 anos da SBH e Palmas foi escolhida, segundo contou ao Portal Orla Notícias, o presidente da Sociedade, Cláudio Guedes Salgado, porque o Tocantins é um estado hiperendêmico da hanseníase.

Os temas abordados durante o evento variam entre assuntos médicos especializados dentro das áreas de ação dos hansenologistas, como eletroneuromiografia, até áreas amplas dos direitos sociais das pessoas atingidas pela hanseníase. O presidente diz que abordar os direitos humanos desses pacientes é essencial para a cura da doença.

A doença

A hanseníase, conhecida antigamente como lepra, é uma doença neurológica infecciosa provocada por uma bactéria de nome Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen. Foi identificada em 1873 pelo cientista Amauer Hansen, de onde vem o nome atual da patologia.

É uma das enfermidades mais antigas, com registro de incidência há mais de 4 mil anos, na China, Índia e Egito. Atualmente a doença tem cura, mas se o tratamento, feito por antibióticos, não for realizado de forma adequada, pode causar sequelas no paciente. As novas drogas usadas na cura da doença também serão tema de debate durante o congresso

Sintomas

Segundo o Ministério da Saúde, os sintomas da hanseníase podem se manifestar de várias formas:

– Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração de sensibilidade térmica (ao calor e frio), tátil (ao tato) e à dor, que podem estar principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas;

  • Área de pele seca e com falta de suor, com queda de pelos, especialmente nas sobrancelhas; sensação de formigamento;
  • Dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas, inchaço de mãos e pés; diminuição da força dos músculos das mãos, pés e face devido à inflamação de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos; 
  • Úlceras de pernas e pés; caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos; febre, edemas e dor nas juntas; entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz; ressecamento nos olhos.

Transmissão

A doença é transmitida principalmente pelas vias áreas superiores (boca e nariz), por meio de contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível (com maior probabilidade de adoecer) com uma pessoa doente sem tratamento. A hanseníase apresenta longo período de incubação, que pode variar entre 2 a 7 anos.

Tratamento

Atualmente no Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza de forma gratuita o tratamento poliquimioterápico (PQT), recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é a associação de Rifampicina, Dapsona e Clofazimina.

Essa associação diminui a resistência medicamentosa do bacilo, que ocorre com frequên­cia quando se utiliza apenas um medicamento, e impossibilita a cura da doença.

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