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⟳ Atualizada em: 26/04/2021 14:45

Acostumado a uma rotina intensa, Felipe Araújo, 25, não parou nem na pandemia. Apesar de não haver shows, ele lançou a primeira parte do EP “Outros 500”, em fevereiro, e se prepara para a divulgação da sequência em maio. Além disso, tem movimentado suas redes sociais e promete novos lançamentos.

“Tem muita coisa bacana para 2021”, comenta ele. A continuação de “Outros 500” promete explorar uma parte mais sentimental das músicas do cantor, segundo ele as faixas serão “um pouco mais românticas e mais voltadas para o sentimento”.

O artista diz que não pode adiantar muito sobre o projeto, mas que “além da segunda parte desse EP, terão muitas músicas inéditas para a galera”. Araújo afirma que para o meio do ano pretende lançar um novo trabalho, desta vez, envolvendo outro ritmo musical.

“Na segunda metade do ano vem um projeto muito legal envolvendo pagode, sertanejo e futebol”, começa o artista que logo afirma não ter muitos detalhes do novo trabalho. “Não posso contar muita coisa ainda, mas terá várias participações incríveis”.

Felipe Araújo, cantor. Foto: Divulgação.

No entanto, em entrevista à reportagem, ele revela que uma das parcerias do novo projeto será com o cantor Bruno Cardoso, 40, do grupo Sorriso Maroto. “É a única [participação] que eu posso adiantar”, afirma. O cantor garante que virão “coisas muito bacanas”, ao longo do ano.

Quanto a primeira parte do EP, o músico conta que apostou nas redes sociais e nos streamings como aliados à divulgação. “Hoje, a Internet e os aplicativos são importantes para a música de modo geral”, comenta.

“Antigamente o modo de divulgar suas músicas  era compondo um CD ou um álbum. Hoje em dia está tudo na tela do celular e está muito fácil”, reflete. Araújo fez desafios que se tornaram virais nas redes para as faixas “Você Não Vale” (2020) e “Mais Um” (2020).

“Me divirto demais com as redes sociais, desafios e conteúdos que o pessoal cria”, conta. “Na música ‘Você Não Vale’ criamos o desafio e o pessoal começou a fazer muita brincadeira com o conteúdo. Virou algo até cômico”.

O artista afirma que o público vindo das redes sociais é fundamental e faz “uma diferença tremenda nas músicas”. Araújo fala que o fenômeno é muito visto no aplicativo TikTok. “No aplicativo, músicas de 11 anos atrás voltaram a fazer sucesso”.

“É muito importante a força do TikTok e também das redes sociais”, conclui ele. “É algo surreal”. Além dos desafios na Internet, o artista também aposta em parcerias musicais em seu repertório.

O single promocional “Mais Um” foi gravado em conjunto com a dupla sertaneja Matheus e Kauan. “Quando eu convidei eles para fazer parte dessa música, no outro dia eles já gravaram a voz e já gravaram o clipe, foi algo incrível”, relembra o cantor.

RITMOS E PARCERIAS

Felipe Araújo conta que através das parcerias também pode realizar o objetivo de conhecer vários ritmos e estilos musicais. O sucesso “Você Não Vale”, por exemplo, é uma participação de Japinha Conde, 20, da banda Conde do Forró.

“Sou apaixonado por música. Gosto de tudo, de todas as formas de música”, diz o cantor. Ele relembra que já teve a oportunidade de unir o sertanejo com muitos estilos musicais. Como, por exemplo, com o pop na faixa “Clichê” (2019), com Ludmilla, 25.

O cantor se aventurou pelo trap e rap na música “Qual É Dessa Mina?” (2020), com o cantor PK, 23; também explorou o pagode com o sucesso “Atrasadinha” (2018), ao lado de Ferrugem, 32; e gravou a música “Aeroporto” (2019) com Léo Santana, 32.

Araújo, no entanto, não quer se aventurar apenas em estilos diferentes ao seu. O próprio sertanejo ainda tem muito para ser explorado, afirma ele, que aponta a possibilidade de regravar canções antigas, dos anos 1980, com seu pai.

“Quero fazer um projeto cantando eu e o meu pai com músicas da época que ele tinha a minha idade”, afirma. “Nunca conversamos muito sobre o assunto, mas fica na minha cabeça. Tenho muita vontade de que aconteça isso um dia”.

Para o futuro, o cantor diz que sente saudades de fazer shows e apresentações. “Estou na expectativa de tudo voltar ao normal para poder voltar a fazer shows e subir nos palcos porque eu tenho muita saudade disso. Mas enquanto isso não acontece, ele garante que “tem muita coisa boa vindo por aí”.

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