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⟳ Atualizada em: 10/07/2020 16:49

A Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), realizará a vacinação contra a febre aftosa no rebanho de bovinos na Ilha do Bananal. A ação começará dia 1° de agosto e prosseguirá até 30 de setembro.

A estimativa é vacinar aproximadamente 100 mil bovinos de todas as faixas etárias, pertencentes aos indígenas e aos produtores rurais, que estão distribuídos em 344 retiros.

De acordo com o presidente da Adapec, Alberto Mendes da Rocha, as estratégias já foram discutidas e estão sendo colocadas em prática. “Fazemos um trabalho antecipado de conscientização e agendamento nos retiros, uma logística organizada para agilizar os trabalhos, que serão feitos por nossos profissionais em 60 dias de campanha, visando alcançar todos os animais da região”, destaca.

Em 2019, foram vacinados 116.796 animais, destes 92,13% sob a responsabilidade dos técnicos da Adapec, o restante contou com o apoio das equipes da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea). Ambos vêm contribuindo há alguns anos com a campanha na Ilha.

No ano passado, a região de Formoso do Araguaia concentrou a maioria do rebanho da Ilha, com 68.039, ou 58,26% do total. Também nesta região estava concentrado o maior número de retiros, 204 ou 59,30%. Em Formoso do Araguaia, o rebanho dos indígenas chegou a 4.498 animais em 27 retiros. Sandolândia vem em seguida com 27.904 animais e 98 retiros e Lagoa da Confusão com 20.853 cabeças distribuídos em 42 retiros. Na região de Lagoa da Confusão, onde está a maior parte do rebanho dos indígenas, são 15.021 animais, divididos em 24 retiros.

A estimativa é vacinar aproximadamente 100 mil bovinos de todas as faixas etárias, pertencentes a indígenas e produtores rurais. Foto: Adapec/Governo do Tocantins.

Ilha do Bananal

A Ilha do Bananal tem cerca de 2 milhões de hectares e faz divisa com oito municípios tocantinenses: Formoso do Araguaia, Sandolândia, Lagoa da Confusão, Araguaçu, Cristalândia, Dueré, Caseara e Pium. Devido às suas características de relevo e terreno, no período chuvoso, se torna quase intransitável, pois a região fica alagada. Diante disso, a vacinação nessa região só ocorre na época da seca e uma vez por ano, para todos os bovinos, indiferente da faixa etária. Já no restante do Estado, são duas campanhas anuais, maio e novembro.

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