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Farmacêutico acusado de ser o mandante do assassinato de advogado é ouvido em audiência

Robson é o principal suspeito de ter mandado matar o advogado Danillo Sandes.

Atualizada em: 01/02/2018 17:16

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A audiência de instrução dos acusados do assassinato do advogado Danillo Sandes, morto em julho do ano passado, teve intervalo de uma hora e meia. Às 14 horas, os trabalhos foram retomados no auditório da OAB Subseção de Araguaína. Dos acusados, o primeiro a ser ouvido foi o farmacêutico Robson Barbosa Costa, 34 anos. Segundo as investigações, ele foi apontado como o mandante.

Ainda no final da manhã, as advogadas que trabalhavam com Danillo também prestaram depoimento e solicitaram que que fossem ouvidas sem a presença dos acusados, que foram retirados do auditório. A previsão é que a audiência só termine amanhã.

Ainda há mais 10 testemunhas de defesa e acusação que precisam ser ouvidas na instrução. Constam, além dos outros acusados, os policiais militares do Pará Rony Marcelo Alves Paiva e João Oliveira Santos Junior e o ex-policial militar, também paraense, Wanderson Silva de Sousa. O comandante do destacamento da PM de Itupiranga – PA, Sargento Josafá Pinheiro, também é investigado pelo crime, acusado de ter atirado no advogado. Segundo o inquérito, uma testemunha teria visto ele no banco de trás do carro onde Danillo entrou, horas antes de ser morto. Josafá está preso por outro crime.

Em entrevista ao portal Orla Notícias, o presidente da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil/Tocantins, Walter Ohofugi, diz que o caso merece atenção e acompanhamento de perto. “A instituição acompanha o caso com toda a atenção e responsabilidade que a situação merece. Houve um trabalho competente da Polícia Civil e do MP na instrução do processo. Agora, esperamos o resultado do julgamento e que os responsáveis sejam punidos. O crime foi bárbaro, pois um colega morreu no exercício da profissão por agir eticamente. A advocacia não vai permitir que isso fique impune”, ressalta. Ainda durante a audiência, o presidente da Comissão Nacional de Defesa de Prerrogativas, Charles Dias, também falou sobre o caso. “Quando um advogado sofre qualquer tipo de violência, toda a classe é atingida. No presente caso, um advogado foi executado por exercer de forma ética e honesta a sua profissão. Desse modo, o Conselho Federal da OAB, inarredável na defesa das prerrogativas da profissão e do próprio advogado, se faz presente para garantir o cumprimento do devido processo legal e a punição exemplar dos agressores”, comenta.

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