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Franchising, simplicidade e criatividade

Como as pessoas estão driblando a crise investindo em ideias simples, e até mesmo levando-as para fora de Palmas

Atualizada em: 03/12/2017 09:16

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No cenário atual da nossa economia, abrir uma empresa é um passo que deve ser pensado com cuidado, mais do que o usual. Mas acontece que os números dizem que sim, as coisas estão melhorando, principalmente no setor de franchising. Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) apontam que em 2017 houve aumento no setor de franquias no Brasil: só no primeiro semestre foram 5,5% de lojas franqueadas. Na região norte, a porcentagem é pequena em relação ao resto do país, mas ainda assim houve aumento. Em 2015, os dados apresentavam 4,1% de crescimento no segmento; Em 2017, 5,1%. Em Palmas, não há levantamento específico sobre isso, por ser algo muito recente, mas é inevitável perceber a quantidade de lojas, restaurantes, serviços e até mesmo casas noturnas de outras cidades se instalando aqui.

O diferencial da franquia, segundo Artur Seixas, presidente da associação dos jovens empreendedores do Tocantins, é o suporte, pois a marca já é consolidada e há experiência de atuação no segmento, mas é sempre necessário enxergar além disso, e regionalizar, trazer para o cenário local. “Já temos algumas empresas de Palmas sendo levadas para outras cidades”.

Ariane Martins e Leonardo Sampaio são proprietários de uma empresa que vende algo que está no gosto de praticamente todo mundo: pipoca. Uma ideia simples, um produto simples, que foi levado a outro patamar: eles estão levando o seu negócio para fora. Botar em prática que não foi tão simples assim. “Vimos que exigia mais maquinário e recursos do que esperávamos, isso só depois de já termos investido, mas as dificuldades no início servem para o negócio perdurar, dá motivação”, conta Ariane. Eles vieram de Curitiba, e sempre pensaram em ter um negócio que envolvesse alimentos. Agora, com dois anos consolidados aqui em Palmas, eles falam como a aceitação dos consumidores foi boa desde o começo. “Pipoca é algo muito rentável, a margem de lucros é ótima. O segredo é a receita”, ressalta Leonardo.

O segredo a que ele se refere é a durabilidade do produto. “Trabalhamos muito com giro, então precisamos de um produto que tenha dure algum tempo na vitrine sem perder a qualidade. Em uma embalagem apropriada, nossa pipoca dura de três a quatro meses; assim conseguimos atender a uma rede de franquias a partir daqui”.

Sobre isso, já estudam a ideia, que está estruturada e pronta para entrar em ação. “Estamos abrindo uma loja em Curitiba, funcionando no estilo que citamos”. O mercado gastronômico lá é bem exigente, o que é mostra que o negócio do casal vai bem. Eles evitam utilizar o termo “gourmet” para se referir ao seu produto, a fim de evitar chacota por parte dos consumidos. “Preferimos não cair nos jargões, ser uma modinha passageira como tantas outras do ramo alimentício. Visamos a longevidade da marca”.

Eles estudaram e fizeram bastante pesquisa para poder oferecer uma pipoca diferenciada. “O Brasil é o segundo maior consumidor de pipoca do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. É uma cultura enraizada, um mercado com muito potencial. Além de comprar para levar ao cinema, as pessoas também levam para casa, para comer vendo filme, novela. Elas realmente gostam do que estão comprando”, finaliza.

Ainda segundo os dados da pesquisa realizada pela ABF, o segmento alimentício é o que mais mostra desempenho, ficando acima de entretenimento, moda e saúde. Das 30 cidades com o maior número de franquias, 20 são capitais. Palmas não aparece no levantamento, por ser uma cidade que aderiu com mais vigor à modalidade recentemente. Vale lembrar que há pouco tempo, não possuíamos praticamente nenhuma loja de fora, e a primeira grande franquia de fast food só chegou aqui em 2006. Agora basta andar pelos shoppings e observar o número crescente de lojas, supermercados e restaurantes, além dos espaços reservados para os que estão por vir. Em casos como o de Ariane e Leonardo, que fizeram o oposto, e apostaram no próprio negócio para leva-lo para fora, fica evidente que a criatividade e a simplicidade são diferenciais necessários na hora de driblar a crise e investir.

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