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⟳ Atualizada em: 17/07/2022 10:04

Poucos Estados do país são tão importantes nas eleições como Minas Gerais. É o 2º maior colégio eleitoral do Brasil, com 16,2 milhões de pessoas aptas a votar neste ano. Por ser a casa de 10% do eleitorado nacional, o Estado é fundamental para quem quer chegar ao Palácio do Planalto.

Mas conquistar os mineiros é uma tarefa complexa. O Estado de Minas é dividido em 12 mesorregiões, com características que refletem as diversidades encontradas nas 5 regiões do país.

O Norte abriga São João das Missões, com o pior IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) entre todos os 853 municípios mineiros. A estatística considera dados sobre expectativa de vida, renda e escolaridade. Quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento.

A cidade norte-mineira tem o índice de 0,529, o mesmo encontrado nas nordestinas Poço Redondo (SE), Marcação (PB) e Lagoa de São Francisco (PI). 

Já Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, registra 0,813 –o 17º maior do Brasil.

Com características socioeconômicas distintas, as duas mesorregiões também apresentam comportamentos eleitorais diferentes.

Na disputa presidencial de 2018, Fernando Haddad (PT) foi o mais votado entre os norte-mineiros, com 60,1% dos votos, assim como ocorreu no Nordeste (69,7%). A região metropolitana da capital, no entanto, optou majoritariamente por Jair Bolsonaro (PSL) (61,2%), próximo do resultado no Sudeste (65,4%), a região mais rica do país.

Como um espelho do comportamento eleitoral no Brasil, o resultado em Minas pode ser um indicativo de quem está mais próximo de morar no Palácio do Alvorada, a residência oficial do Presidente da República.

MOVIMENTAÇÕES

EM 2022 Cientes da importância para a estratégia nacional, os principais candidatos têm se movimentado para garantir uma boa votação no Estado.

Em maio, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) selou uma aliança com Alexandre Kalil (PSD). Em 2º lugar nas pesquisas para o governo de Minas, o ex-prefeito de Belo Horizonte dá ao petista um palanque forte no Estado. 

Lula também lidera as intenções de voto entre os mineiros.

A situação é mais complicada na campanha de Bolsonaro (PL). Sem conseguir o apoio do governador Romeu Zema (Novo), pré-candidato à reeleição e líder nas pesquisas, o presidente conta com o palanque pouco competitivo do senador Carlos Viana (PL).

Na tentativa de reduzir a vantagem de Lula no Estado, Bolsonaro visitou Juiz de Fora na 6ª feira (16.jul.2022). Foi a 1ª viagem do presidente à cidade desde a facada, em 6 de setembro de 2018.

Ele participou de uma motociata com apoiadores e discursou por 1h na 43ª Convenção Estadual das Assembleias de Deus de Minas Gerais.

Sem citar o nome de Lula, Bolsonaro disse que “alguns querem botar para dirigir a nação uma pessoa comprovadamente corrupta”.

O presidente também fez críticas ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Edson Fachin. Afirmou que ele foi responsável por “tirar Lula da cadeia” e disse se tratar de um caso de suspeição. Fonte Poder 360

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