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Enquanto você sorri

O grito de socorro por trás de cada expressão de alegria

Atualizada em: 13/11/2017 12:31

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Você já parou para pensar no que acontece dentro da casa de cada pessoa que passa por você na rua? Ou até mesmo de quem você pensa que conhece tão bem? Observe melhor e duvide de tudo, principalmente dos sorrisos. Uma coisa certa na vida é que a tristeza passa muito mais credibilidade que a alegria. Enquanto você sorri, há uma carga de coisas que não foram curadas alí, um rastro de pequenos detalhes, te lembrando de que aquele sorriso não é para sempre, e que você deve se agarrar ao máximo àquela experiência que é sentir algo bom.

Chegou até mim que várias pessoas do meu círculo social atentaram contra a própria vida esse ano. Pessoas que eu sempre julguei ter o emocional imaculado; apesar de saber e passar por isso, era o que eu queria ver. Depois de passarmos por experiências de perda e quase perda de pessoas queridas por esses motivos, nos prestamos a ser mais atentos e amáveis com todos a nossa volta, na maioria das vezes, temporariamente ou até que aconteça de novo. Quando alguém sorri apenas com os lábios, e não com olhos, você pergunta se está tudo bem. Quando alguém se isola das pessoas que ama, você vai atrás, mesmo que contra a vontade dele. Você simplesmente não quer vivenciar uma experiência como essa de novo, porque por mais que você não seja íntimo da pessoa, ver alguém desistir de si mesmo dói e afeta todo o ambiente social ao nosso redor.

É nesse ambiente que devemos prestar atenção nas coisas aparentemente menos importantes no semblante dos outros. Uma amiga que chora sozinha na mesa do bar, um colega de classe que não consegue se concentrar e observa o nada, carregando uma expressão de apatia; sua mãe, que apresenta um temperamento destrutivo e você achava que era apenas “coisa de mãe”.

A todos que pensam em desistir de si mesmos, não é o papel de ninguém julgá-los. É um assunto tão delicado que mal se pode falar sobre ele em portais de notícias como este aqui, por exemplo, porque de certa forma, serve como incentivo. Mas não falar é o mesmo que fechar os olhos, que fingir que aquelas pessoas que precisam de ajuda são apenas vítimas da sociedade e de si mesmas, e que devem arcar com o que fizeram, mesmo depois de partir. Quem arca de verdade é quem se importa, quem se sentiu impotente ou percebeu que era tarde demais. Depois que acontece, você pensa que poderia ter dado uma chance de conhecer mais sobre aquela pessoa, e que poderia ter feito algo para alegrar a vida dela, de alguma forma. Enquanto vocês sorriam juntos, ela já não estava mais ali. Enquanto você sorri, todos dias, alguém pensa em desistir. Enquanto você afrouxa o sorriso pensando nisso, alguém consegue.

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