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⟳ Atualizada em: 04/06/2022 17:23

O presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, afirmou que, apesar de o mercado querer a vitória da terceira via nas eleições presidenciais deste ano, os eleitores não querem.

Ao comentar os dados da última pesquisa Ipespe, Meirelles afirmou que a polarização deve prevalecer. O levantamento mostrou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45% das intenções de voto Jair Bolsonaro (PL) com 34%.

“O mercado pode querer uma tentativa de terceira via, os jornalistas podem querer uma tentativa de terceira via, parte considerável dos empresariados e dos analistas gostariam de ver uma candidatura de terceira via, mas, objetivamente, conforme boa parte das pesquisas tem mostrado há mais de seis meses, quem não quer uma terceira via são os eleitores brasileiros”, afirmou Meirelles.

Segundo ele, até o momento, Ciro Gomes (PDT), que apareceu com 9% na pesquisa, é “na prática, a candidatura que mais se aproxima da terceira via”. Já que o candidato tem pelo menos metade dos votos que não vão para Lula ou Bolsonaro.

Além disso, o especialista destaca que todas as articulações de outros partidos para a terceira via “não [há um] que não passe pela conversa com o pedetista”.

Meirelles, no entanto, ressalta que ele tem menos eleitores do que na última eleição, de 2018. Isso se dá porque o ex-presidente tem um forte eleitorado no Nordeste. “Uma coisa é o Ciro concorrer contra o Haddad (o que aconteceu na última eleição), e outra coisa é contra o ex-presidente”.

De todo modo, o especialista adverte que é muito difícil imaginar que a eleição deste ano termine no primeiro turno, por mais que o processo eleitoral já esteja avançado e “o eleitor esteja antecipando seu voto do segundo turno para o primeiro”.

Meirelles lembra que para as eleições de 2006, quando Lula tinha cerca de 70% de aprovação, ele não conseguiu conquistar o cargo no primeiro turno, e disputou com Geraldo Alckmin (PSDB) no segundo turno. Vale lembrar que para ser eleito é necessário ter 50% dos votos + 1.

Saída de João Doria 

O ex-governador de São Paulo desistiu da candidatura à presidente em 23 de abril. E, dessa forma, segundo o presidente do Locomotiva, 50% dos eleitores que iriam votar no candidato migraram para o ex-presidente, enquanto 25% apontaram que devem votar em Bolsonaro.

“Isso se dá basicamente pelo eleitor histórico do PSDB ter se incomodado com os ataques que Bolsonaro fez à campanha de vacinação desenvolvida por Doria”, afirmou o especialista.

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