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⟳ Atualizada em: 20/06/2022 07:27

Mulher com ensino médio e de 35 a 59 anos é o perfil da maior parte dos eleitores aptos a votar nas eleições de 2022, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com 52,8% dos eleitores, o público feminino também é maioria em quase todos os recortes, por região e escolaridade. Do total de eleitores, os homens correspondem a 47,1%.

Neste ano, 152,1 milhões de pessoas estão aptas a votar, 3,4% a mais em relação às eleições de 2018, quando eram 147,1 milhões de eleitores. O número representa um crescimento de 32,1% se comparado com os dados registrados há 20 anos. Desses, 136,5 milhões são obrigados a votar. Outros 15,5 milhões têm voto facultativo, adolescentes com 16 e 17 anos e idosos com mais de 70 anos.

Quando se trata do nível de instrução, as mulheres são a maioria entre os eleitores de nível superior completo: 60,8%, contra 39,1%. Entre os que têm nível superior incompleto, elas são 55,2% do total, enquanto os homens representam 44,7%.

A cientista Maria do Socorro Sousa Braga, professora da Universidade Federal de São Carlos (UFScar) e especialista em instituições e comportamento político, diz que gênero, faixa etária e renda são variáveis que podem explicar o comportamento do eleitor no momento de ir às urnas.

“No caso das mulheres, é um eleitorado que vai ter grande impacto nas eleições. É um eleitorado que cresce e que está se organizando na busca de representação política. Quanto mais concentrada essa preferência, maior a tendência de esse grupo definir as eleições. Por isso, tem se tornado um grupo que desperta interesse de partidos e de políticos.”

No entanto, para Braga, a análise isolada dos dados não expõe o cenário real do eleitorado e, por isso, há necessidade de cruzar variáveis. “Existe uma diversidade regional grande e um recorte econômico importante, mesmo quando se divide o eleitorado por gênero. Mas é possível dizer que as mulheres são um grupo que, no geral, tem interesses diferentes dos homens. Elas tendem, por exemplo, a se colocar contra políticos que já foram violentos em suas narrativas e são mais sensíveis aos programas de governo que atendem questões sociais”, explica.

Eleições nos estados

São Paulo, o estado com a maior população do país, continua a ser o maior colégio eleitoral, com 33,1 milhões de eleitores, seguido de Minas Gerais (15,8 milhões) e Rio de Janeiro (12,8 milhões). O estado de Roraima permanece com o menor número de eleitores, com 366.355 de pessoas aptas a votar, mas teve um aumento de 9,7% no número de votantes válidos.

No Distrito Federal, 2,2 milhões eleitores devem ir às urnas — 54% são mulheres e 45,9%, homens. A participação dos jovens também aumentou na capital federal. No comparativo com 2018, o DF apresentou um crescimento de mais de 158% no número de eleitores com menos de 18 anos. Já para os maiores de 70 anos houve um aumento de 32%.

No exterior, 679.188 brasileiros estão com o título regularizado, 281.311 homens e 397.877 mulheres. Os países com maior concentração de brasileiros votantes são Estados Unidos, Japão e Portugal. Assim como no Brasil, a faixa etária de 35 a 59 anos também tem a maioria dos eleitores. Em relação à escolaridade, a maior parte dos eleitores fora do país tem ensino superior completo e 837 pessoas são analfabetas.

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