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⟳ Atualizada em: 15/03/2022 12:29

Não adiantou dar mais prazo para a tentativa de acordo entre partidos considerando a baixa temperatura das negociações, o instrumento da federação partidária não decolou. Recebida como a maior novidade do cenário político-eleitoral, até o momento a aliança formal que obriga a vinculação das legendas por no mínimo quatro anos não foi capaz de atrair e unificar correntes políticas, nem mesmo as que atuam no mesmo espectro ideológico.

O prazo expira em 31 de maio, mas os movimentos de aproximação até aqui apenas prometem unir legendas que já atuavam em conjunto. É o caso de PSDB e Cidadania. O partido comandado há mais de meio século por Roberto Freire sempre seguiu a cartilha tucana e vai agora formalizar o casamento, que o protege da cláusula de barreira.

Rede e PSOL, que chegam a alternar integrantes, filiados ora a um ora a outro partido, também acertaram se unir numa federação, o que permitirá aumentar o poder de pressão e influência em causas comuns, como meio ambiente e direitos humanos, além de prover um mecanismo de proteção recíproca, com garantias de sobrevivência política.

Ao PT se uniram partidos que já gravitavam na órbita petista historicamente: PV e PCdoB, sem contudo agregar o PSB à federação. Os socialistas de Miguel Arraes têm voo e candidatura próprios importantes em vários estados e não estariam dispostos a ceder à hegemonia petista no bloco.

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