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É tempo de planejar a produção e estocagem de alimento para o rebanho

É período de chuva a chamada estação inverno aqui no estado, é início de recuperação da vegetação castigada pela falta de chuva, os animais dão inicio ao ganho de peso, e evitar que perca tudo que ganhou na estação seca.

Atualizada em: 07/11/2017 19:13

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Por Antônio Neves

Nos últimos anos o período prolongado de estiagem vem tirando o sono do produtor principalmente no que se refere á produção de alimentos para o rebanho. Dor de cabeça também até mesmo nas pequenas propriedades, que dependem do fator clima para manter a dieta alimentar dos animais criados a pasto.

O estado do Tocantins possui tradição de pecuária bovina de corte no sistema extensivo. Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura e Pecuária, desde o surgimento do estado a criação de gado de corte e de leite cresceu 95%, passando de cerca de 4,2 milhões de cabeças de gado, em 1988, para mais de 8,500 milhões em 2017.

É período de chuva a chamada estação inverno aqui no estado, é início de recuperação da vegetação castigada pela falta de chuva, os animais dão inicio ao ganho de peso, e evitar que perca tudo que ganhou na estação seca. Mas é agora que o produtor deve trabalhar para evitá-lo. Planejamento é a palavra-chave para que  consiga minimizar o impacto da sazonalidade de chuvas.

Foto: Madson Maranhão

Para o Secretario do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária, Clemente Barros, com uma estimativa do rebanho e da capacidade de produção de forragem dos pastos, é possível, por exemplo, manejar o pasto na época de chuvas para que o gado possa se alimentar dele na seca. “É um método barato, mas exige do produtor um mínimo de planejamento para que o pasto fechado não faça falta antes e que o capim seja suficiente para alimentar o rebanho na ausência das chuvas”, concluiu Barros.
De acordo com a Diretoria de Políticas Públicas para Pecuária da Seagro – TO, Erika Jardim, Se isso não for possível, e para não precisar comprar alimento produzido fora da propriedade, o pecuarista pode plantar cana, fazer silagem ou feno na própria fazenda. “Esse procedimento também deve ser planejado com antecedência para que o alimento esteja pronto na época e na quantidade certa”.

Ainda segundo Erika, o produtor precisa saber quantos animais alimentará na seca, qual seu peso aproximado para essa época e por quanto tempo deverá ficar sem chuvas, lembrando que cada UA (unidade animal, 450 kg de peso vivo) come cerca de 10,00 kg de matéria seca por dia. Com esses dados, o pecuarista poderá avaliar se é melhor reduzir o rebanho ou optar por uma das alternativas para produzir alimento.

Sem um planejamento, a propriedade acaba sofrendo durante todo o ano porque assim que as chuvas recomeçam surge o problema de pastejamento em excesso. Com fome, o gado come o capim assim que ele nasce, logo nos primeiros brotos. O capim enfraquece e o gado deixa de aproveitar todos os nutrientes que ele poderia oferecer. Fraco, o capim demora para nascer novamente e perde espaço para ervas daninhas e para a degradação do solo.

Esta coluna sai às terças e quintas-feira

 

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