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É do Tocantins a única representante da região norte em feira mundial de produtos orgânicos

As tecnologias Existentes podem ser trazidas para o Tocantins, através de parceria com Green Sustentável.

Atualizada em: 08/02/2018 12:35

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A Feira Biofah vai acontecer no início da próxima semana em Nuremberg, na Alemanha. Um dos maiores eventos do mundo, na feira são apresentados os resultados de manuseio com produtos orgânicos, alem de setor específico de biocosméticos (Vivaness). O principal objetivo é a construção de cadeias de valor. Tendo a saúde como promotora de desenvolvimento local, a feira promove a inclusão dos povos e comunidades tradicionais, tais como: indígenas, assentados da reforma agrária, agricultores familiares, e pessoas que lidam com plantas medicinais.

O Seminário Denominado “Green Latin América” (Verde da América Latina), acontece  entre os dias 14 e 17, mas as atividades institucionais terão início no dia 11 de fevereiro. Com reunião preparatória da programação formada por todas as comitivas, tem o propósito de aproximar os parceiros alemães da ações brasileiras, dentro do tema bioeconomia. Uma inovação sobre o uso sustentável de recursos renováveis para oferecer alimentos e produtos industriais com propriedades aprimoradas. Um setor primário que vem apresentando crescimento econômico nos últimos anos, além de promover a segurança alimentar, proteção climática e conservação de recursos naturais escassos.  

Na programação, palestra, oficinas  e visitas técnicas. De acordo com a representante do Tocantins, a Diretora de Tecnologias Sociais e Sócio-biodiversidade da Seagro-TO, a feira, considerada a maior do mundo, abre novos caminhos para o que já vem sendo construído aqui no Tocantins junto às comunidades de famílias extrativistas. O trabalho teve início em 2016 juntamente com a Fiocruz e a Secretaria Especial da Agricultura Familiar, com a realização do Seminário Regional Norte aqui em Palmas, quando foram discutidas as cadeias produtivas das plantas medicinais, com a participação das mulheres agroextrativistas e universidades e, juntos, construíram as cadeias de valores.

Produto extraído do bioma cerrado, o óleo de sucupira está entre as matérias primas.

Entre as cadeias aprovadas para estudos estão  plantas como: a babosa, sucupira, hortelã e o óleo de macaúba, entre outras espécies medicinais do bioma cerrado, e estas ações foram apresentadas em oficina nacional, tendo o grupo do Tocantins obtido a maior representatividade em todos os setores. Os resultados com as plantas fitoterápicas foram apresentados na Agrotins do ano passado, em forma de artesanato, onde se deu o início da articulação para inclusão do estado no projeto, em níveis nacional e internacional, voltada para o setor.

De acordo com Francisca Marta, as pesquisas já existem. O objetivo agora é partir para uma nova etapa, com resultados práticos, e as  tecnologias que já existem podem ser trazidas para o Tocantins, “Vamos discutir sobre o Green Sustentável, formalizar a parceria Brasil Alemanha e construir um projeto Nacional para o mercado, voltado para as plantas medicinais e envolvendo as comunidades tradicionais”, concluiu Francisca Marta, representante da região.        

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