0
Compartilhamentos
Pinterest Google+

⟳ Atualizada em: 03/10/2019 17:50

A suspensão de incentivos fiscais para frigoríficos divulgado nesta última segunda-feira, 30, foi o principal assunto discutido pelos deputados na  sessão desta quinta-feira, 3. A decisão do Governo, por meio da Portaria  1.216 de 2019, surpreendeu o setor de carnes no Tocantins e repercutiu devido à preocupação dos parlamentares com o impacto negativo da medida na economia, podendo, segundo eles, afetar empregos e provocar o aumento do preço da carne no Estado.

Ao lamentar possíveis consequências do ato do Governo, o deputado Nilton Franco (MDB) pediu a revogação da portaria. “A elevação da carga tributária dos frigoríficos vai afetar toda a população que consome carne e trazer prejuízos aos pecuaristas, ao setor de abate e à produção de carne, além de colocar em risco o emprego de muitos trabalhadores”, argumentou.

Elenil da Penha (MDB) também defendeu a suspensão da portaria, e criticou a falta de diálogo entre o Governo e o setor produtivo. “Não podemos deixar de refletir sobre um ato que pode trazer sérias consequências à economia do nosso Estado. Estamos falando de um setor que gera 2.500 empregos diretos só em Araguaína, 60 mil no Estado e 30 mil pessoas afetadas diretamente com essa medida”, frisou.

Foto: Clayton Cristus.

Para o deputado Júnior Geo (PROS), romper acordos de incentivos sem um entendimento com o setor pode gerar insegurança jurídica no Estado e afastar investidores. “Essa situação gera um problema socioeconômico, pois com a redução de empregos na iniciativa privada a população tende a depender ainda mais do setor público, e deveríamos fazer o contrário”.

Líder do Governo na Casa, Gleydson Nato (PHS) esclareceu que o ato tem o objetivo de corrigir as disparidades entre os setores. “O Governo está revendo acordos feitos pelas gestões passadas que trouxeram prejuízos à economia e injustiça entre os setores. A intenção não é aumentar impostos nem promover o desemprego, mas continuar gerando crescimento econômico, emprego e renda. Por isso, o Governo vai sentar e dialogar com as classes empresariais para discutir uma solução justa, que garanta o desenvolvimento do Estado”, justificou.

Post Anterior

Para produtores rurais: programa "Chão Produtivo" será lançado na Associação do PA Varedão, em Palmas

Próximo Post

Polícia Civil prende suspeito de liderar facção criminosa na região sul do Estado

Sem comentários

Deixar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *