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Da dieta indígena para a mesa urbana: mandioca passa por melhoramento genético para atender demanda industrial

Por ser rica em carboidratos e constituir excelente fonte de energia, nos últimos anos a procura pelo alimento tem registrado grande procura.

Atualizada em: 25/01/2018 11:46

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Um dos principais alimentos usados na dieta dos indígenas, a mandioca, conhecida também como macaxeira ou aipim, é um alimento cada vez mais presente na mesa do brasileiro. Consumida em forma de mingau, farinha ou cozida, seu maior consumo está nas regiões norte e nordeste, onde o beiju e a tapioca não podem faltar à mesa no café da manhã.

Por ser rica em carboidratos e constituir excelente fonte de energia, nos últimos anos a procura pelo alimento tem registrado grande procura, principalmente pelos praticantes de exercícios físicos e também para manter a boa forma corporal. Constituída basicamente de amido, a mandioca é também uma boa fonte de fibras e não possui gorduras, sendo um alimento benéfico para a saúde, segundo os nutricionistas.

Foto: Ascom COAPA

Como forma de agregar maior valor de mercado e melhorar a renda do agricultor, está sendo desenvolvido no município de Pedro Afonso, região centro norte do Tocantins, o “Projeto Reniva”, que consiste em uma rede de multiplicação e transferência de manivas-sementes, até que cheguem à qualidade genética ideal e fitossanitária.

Foto: Ascom COAPA

Esta semana, foram industrializados 400 quilos de farinha dos tipos branca e amarela, em que estão sendo analisados a qualidade, o rendimento de matéria seca e amido, itens observados pelas indústrias que compram o produto. Os resultados da análise devem ser divulgados até o próximo mês de fevereiro, com a indicação da variedade ideal para a região. A mandioca da variedade Formosa foi cultivada na Chácara Graciosa em Pedro Afonso e rendeu cerca de 400 kg de farinha. Atualmente, são 80 famílias de agricultores familiares, além de Pedro Afonso, agricultores de Bom Jesus do Tocantins e Tupirama também são atendidos pelo projeto.

O projeto Reniva é incentivado pela Cooperativa Agroindustrial do Tocantins (Coapa), tendo como parceiros órgãos do Governo do Estado, como a Secretaria de Desenvolvimento da Agricultura, Ruraltins e Embrapa Mandioca e Fruticultura. Livres de pragas e doenças, os materiais geneticamente melhorados são repassados de graça para os agricultores, depois de passarem pelo teste de adaptação.

“O trabalho que estamos desenvolvendo visa fornecer um material de alta qualidade para que os produtores utilizem esse material em plantios, principalmente os chacareiros e os agricultores familiares, aumentando assim a produtividade da mandioca no Estado”, destacou o gerente de assistência técnica e extensão rural da Seagro-TO,  José Carlos Morais. 

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