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⟳ Atualizada em: 12/06/2020 16:26

Governos de países árabes estão buscando no Brasil novos fornecedores de alimentos num esforço de reforçar seus estoques na pandemia de Covid-19, diante da possibilidade de a doença ainda poder afetar os fluxos de exportação nos paıś es produtores e do receio de ficar sem produto à medida que a China retome as compras no mercado internacional, com a normalização de sua economia. Segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, países como Arábia Saudita, Bahrein, Egito, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Marrocos e Sudão pediram ajuda à entidade para encontrar fornecedores de carne bovina, frango, pescado, açúcar, arroz, derivados de leite, milho e frutas e outros produtos que antes vinham principalmente da Europa e que deixaram de ser fornecidos regularmente com o agravamento da pandemia no continente. A demanda foi tanta, que na semana passada, a Câmara Árabe convocou uma conferência virtual com 23 entidades, a maioria do agronegócio, além de representantes do Ministério da Agricultura, do Ministério da Economia e da SP Negócios, a agência de fomento da Prefeitura de São Paulo.

O objetivo foi expor as principais necessidades e encontrar fornecedores que pudessem atender às demandas dos árabes.

Os Árabes estão em 2º lugar no Agro desde o agravamento da pandemia de Covid-19, os árabes têm atuado de forma agressiva no mercado para adquirir alimentos.

Em março, o Egito habilitou 42 plantas frigoríficas brasileiras de carne bovina e de frango, um esforço de facilitar as importações. Há cerca de um mês, os Emirados Árabes credenciaram novos importadores com a missão de comprar frango no Brasil. Os frigoríficos não esperavam a demanda súbita e não tinham pintos alojados para o frango tipo griller (entre 800 g e 1,2 kg) demandado, e os importadores tiveram que aceitar um prazo de até 60 dias para o cumprimento do contrato. O Brasil éo principal fornecedor de alimentos dos paıś  árabes, que por sua vez são o segundo maior mercado para os produtos do agronegócio nacional, atrás somente da China.

Em 2019, as vendas do Brasil para os 22 países  da Liga Árabes somaram US$ 12,12 bilhões, alta de 6,3% sobre o ano anterior, com açúcar, carne de frango, carne bovina, grãos e gado em pé em posição de destaque na pauta de exportações.

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