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⟳ Atualizada em: 25/07/2022 10:44

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de julho, divulgado nesta segunda-feira (25) pelo FGV IBRE, avançou 0,5 ponto em julho, para 79,5 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 0,3 ponto, para 78 pontos.

Na análise mensal, o pico da série histórica, iniciada pela instituição em junho de 2005, foi de 113,2 pontos, em abril de 2012.

O resultado foi influenciado pelo aumento das expectativas para os próximos meses, segundo comunicado do Ibre.

Coordenadora das sondagens do Ibre, Viviane Seda Bittencourt entende que o cenário é de acomodação, apesar dos incentivos como o Auxílio Brasil e o saque extraordinário do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

“Aparentemente, o efeito dos estímulos realizados pelo governo perdem força e não conseguem reverter a percepção ruim da situação financeira das famílias de menor poder aquisitivo. Apesar disso, nota-se uma melhora das perspectivas para os próximos meses sobre a economia e emprego”, explica a economista.

Os números trazem uma melhora na confiança de consumidores de baixa renda, enquanto a do público de maior renda recuou, por cota da inversão de perspectivas para os próximos meses.

O comportamento de confiança dos consumidores é diferente entre as faixas de renda: é maior entre os que têm maior poder aquisitivo e menor entre os mais pobres.

“Como sinalizamos anteriormente, a proximidade das eleições pode tornar as expectativas mais voláteis, considerando que não há uma perspectiva de mudança dos fatores econômicos nos próximos meses”, conclui Viviane Senda Bittencourt.

Em relação ao que se espera nos próximos meses, o Índice de Expectativas subiu 0,7 ponto e está em 86,6, o maior nível desde agosto de 2011. Já o Índice de Situação Atual oscilou 0,1 ponto para baixo e ficou em 70 pontos, nível inferior ao pré-pandemia.

O indicador percebeu ainda quedas importantes em quesitos que integram os componentes. As perspectivas sobre a situação financeira dos próximos meses apresentou alta de 3,5 pontos e está em 89,3 pontos.

Já o indicador sobre a situação econômica para os próximos seis meses avançou 1,5 ponto e fecha essa edição em 104 pontos, maior nível desde agosto de 2021.

O ímpeto de compra para bens duráveis apresentou queda de 2,9 pontos e fecha julho em 67,7 pontos. O resultado reverte uma tendência que vinha de dois meses de alta

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