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⟳ Atualizada em: 01/07/2020 14:52

Começa nesta quarta-feira, 1º de julho e segue até 30 de setembro, em todo o Tocantins, o período do vazio sanitário da soja, onde fica proibido o plantio e a manutenção de plantas vivas da oleaginosa em lavouras de sequeiro. A medida é uma forma de prevenção e controle da ferrugem asiática, principal praga que ataca a cultura.

A Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), órgão que fiscaliza o cultivo de soja no Estado, realizará a partir desta quarta-feira, o monitoramento e a fiscalização no campo para garantir que não haja plantas vivas. “Esse trabalho será realizado em todas as regiões do Estado, e contamos com a parceria dos sojicultores, que são conscientes da importância do vazio sanitário para o controle da ferrugem asiática,” destaca o presidente da Adapec, Alberto Mendes da Rocha.

Sojicultores devem ficar atentos ao cumprimento do vazio sanitário da oleaginosa para controle da ferrugem asiática. Foto: Lenito Abreu/Governo do Tocantins.

A Adapec orienta os produtores a eliminarem todas as plantas de soja voluntárias ou não, por meio de controle químico ou mecânico. Ressaltando, que esse processo de eliminação é de responsabilidade exclusiva do proprietário ou ocupante da área. E quem manter a plantação de soja ou que não eliminar as plantas voluntárias estará sujeito a sanções previstas em lei.

Na safra 2019/2020 foram cadastradas junto a Adapec mais de 1,6 mil propriedades e segundo dados da Conab foram cultivadas no Tocantins 1,07 milhão de hectares de soja, sendo 1,01 milhão de soja sequeiro e 60 mil nas várzeas tropicais.

Plantio nas várzeas tropicais

De acordo com a legislação, fica autorizado durante o período proibitivo do vazio sanitário, apenas o cultivo excepcional de soja para fins de pesquisa e produção de sementes exclusivo nas áreas de várzeas tropicais sob sistema de subirrigação, que compreendem os municípios de Lagoa da Confusão, Dueré, Pium, Santa Rita, Formoso do Araguaia e Guaraí.

Ferrugem Asiática da Soja

É a principal praga que acomete a oleaginosa, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. Ela dissemina rapidamente entre as plantações através do vento. Os maiores prejuízos causados é a redução da produtividade, já que causa desfolha precoce nas plantas, impedindo que os grãos de soja se formem completamente. O vazio sanitário é uma importante forma de prevenção da doença.

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