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Na Mira do Orla com Luiz Pires

A expectativa dos servidores públicos estaduais com o anúncio da nova estrutura administrativa do estado, previsto para este final de semana, é muito grande. Os cargos em comissão serão reduzidos em 30 por cento e os contratos em 50 por cento, para se adequar à Lei de Responsabilidade Fiscal.

É grande também a romaria dos interessados em conseguir trabalhar no estado em busca de padrinhos. O famoso QI. Mas parece que os “padrinhos” não terão tanta força assim para emplacar seus afilhados, afinal de contas o corte, necessário para o ajuste das contas públicas é muito grande.

No dia primeiro de fevereiro acontecem eleições para as mesas diretoras das Assembleias Legislativas Estaduais, Câmara dos Deputados e Senado Federal. Como política “é que nem nuvem”, muda sem que ninguém perceba, como afirmavam as velhas raposas políticas, não é possível fazer um prognóstico antecipado. Ao que parece, apenas o deputado César Maia (DEM) está com sua eleição para presidente da Câmara Federal garantida.

Crescem os comentários de que o governo Carlesse pretende terceirar mão-de-obra para atender algumas demandas do Poder Executivo e, com isso, alcançar o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. A reforma trabalhista aprovada na gestão de Michel Temer facilita isso

Essa saída também esteve na mira de Carlos Gaguim quando governou o estado. Aliás, Gaguim estava na companhia do lobista que trabalhava para emplacar a terceirização de servidores no Tocantins, quando o mesmo caiu nas mãos da polícia civil de São Paulo. O dito cujo é de Porto Nacional.

Mas, com terceirização ou sem terceirização, o que é preciso mesmo é controlar os gastos públicos. Não adianta nada se manter no limite da LRF e, por causa disso, conseguir aumentar o endividamento do estado, se não controlar os gastos públicos. O raciocínio é simples: se não houver controle, em breve não haverá condições de pagar os empréstimos contraídos.

A Polícia Civil demonstra agilidade na busca de solucionar o atentado contra o prefeito de Novo Acordo, Elson Lino de Aguiar Filho (Dotozim). Contribui para isso fato de o prefeito não ter sido atingido gravemente e conseguir prestar informações à polícia que facilitam as investigações.

… nada avançou com relação à descoberta do autor do assassinato do prefeito de Miracema, Moisés Costa da Silva. A família, inclusive, sente-se ameaçada diante de tanto silêncio. A PC confirmou na ocasião, após perícia, que o prefeito fora realmente assassinado, mas até hoje não conseguiu descobrir o autor e qual a motivação do crime.

A Secretaria da Administração do Estado encerrou a tabulação do recadastramento do funcionalismo público e encontrou algumas incongruências. Muitos servidores também deixaram de se recadastrar: em torno de 17%. A maioria deles em Palmas. Por isso mesmo, o prazo do recadastramento foi prorrogado até o dia 1 de fevereiro.

A segunda fase do recadastramento, a presencial, também ocorrerá em fevereiro. Na oportunidade, os servidores deverão apresentar documentos que confirmem as informações cadastradas, como endereço. O governo do estado já deixou claro que não haverá condescendência como os possíveis fantasmas que forem detectados no recadastramento.