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⟳ Atualizada em: 03/07/2022 16:19

O número de casos de varíola do macaco, doença causada pelo vírus monkeypox, confirmados no Brasil chega a 76, mostram dados divulgados neste domingo (3) pelo Ministério da Saúde.

Com a atualização, é possível afirmar que a quantidade de infecções no país dobrou (+105%) somente nos últimos três dias, já que na sexta-feira (1º) havia 37 registros positivos da doença.

Até o momento, os casos estão distribuídos entre o Distrito Federal (1) e os estados do Rio Grande do Norte (1), Minas Gerais (2), Rio Grande do Sul (2), Ceará (2), Rio de Janeiro (16) e São Paulo (52).

Diante da evolução das ocorrências, o Ministério da Saúde diz seguir “em articulação direta com os estados para monitoramento dos casos e rastreamento dos contatos dos pacientes”.

O Brasil já enfrenta transmissão comunitária da doença, ou seja, o vírus já infectou pessoas que não viajaram nem tiveram contato com quem esteve em países onde há surto da infecção, como Espanha e Portugal.

Desde o dia 6 de maio, o mundo tem lidado com um surto global de varíola do macaco, que começou na Europa e hoje já infectou pessoas em mais de 30 países. Teoricamente, essa doença não deveria causar tanta preocupação nos pesquisadores, uma vez que ela é altamente conhecida. Surgiu nos macacos em 1958, e o primeiro caso em humanos foi em 1970. Além disso, a transmissão sempre foi considerada difícil pelos especialistas. Mas o crescimento exponencial de infectados e o aparecimento em lugares teoricamente sem conexão mudou essa história, e alguns pontos intrigam a comunidade científica 

Segundo as agências de saúde dos países que têm casos registrados, a maioria dos infectados são homens que fazem sexo com homens. Por isso, pesquisadores investigam se algo mudou na transmissão do vírus, que sempre foi por contato próximo, principalmente com a pele, ou com secreções, como saliva.
‘Não é possível saber se é uma doença transmitida por meio do sêmen, não há comprovação. O que aconteceu é que os primeiros casos na Europa foram registrados em homens que tinham como link epidemiológico o fato de serem homens que fazem sexo com homens. Mas isso não se deve ao fato de que o vírus está sendo transmitido sexualmente, igual ao HIV.
Provavelmente, eles tiveram pontos convergentes de exposição, por exemplo, um aplicativo de encontro. O vírus vai passando por meio dessas redes, ou festas, encontros em massa. O vírus conseguiu pegar uma cadeia de muita sorte e foi por essa rota de homens que fazem sexo com homens’, explicou Giliane Trindade, virologista da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Fonte Reuters

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