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⟳ Atualizada em: 03/05/2021 14:27

Os Estados brasileiros recebem nesta segunda-feira, 03, as doses da vacina da Pfizer que chegaram ao Brasil na última quinta-feira, 29. Por questões de logística, o lote de 1 milhão de doses foi destinado às 26 capitais estaduais e ao Distrito Federal.

Tocantins terá 3.510 doses da vacina, todas essas doses serão disponibilizadas para capital Palmas, onde será utilizadas em grupos prioritários; grávidas ou que acabaram de dar a luz. 

O imunizante já recebeu aval para uso definitivo pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Pode ser aplicado em pessoas a partir de 16 anos de idade com intervalo de 21 dias entre as duas doses recomendadas.

Foto: Divulgação.

Os Estados vão receber as vacinas armazenadas entre -25°C e -15°C. Elas podem permanecer nesta faixa por até 14 dias. O Ministério da Saúde disse que somente as capitais federais podem garantir a estocagem em temperaturas adequadas para manter o imunizante em condições de aplicação.

O governo brasileiro comprou 100 milhões de doses do imunizante da Pfizer em 2021. Em março, em reunião com a farmacêutica, o Ministério da Saúde apresentou a previsão de que até junho seriam entregues 13,5 milhões de doses da vacina.

Em abril, o governo federal anunciou que busca adquirir mais 100 milhões de doses extras.

A vacina da Pfizer/BioNTech tem mais de 90% de eficácia contra o coronavírus. O imunizante usa a tecnologia de RNA mensageiro –uma espécie de molécula que carrega as instruções para a produção de uma proteína do coronavírus, o que permite ao sistema imunológico aprender a reconhecer e neutralizar o patógeno.

De acordo com documento divulgado pelo Ministério da Saúde, o custo aos cofres públicos, no 1º contrato, foi de US$ 10 por dose.

VACINAÇÃO NO BRASIL

O Brasil já vacinou 55% dos habitantes com mais de 60 anos contra a covid-19. O grupo é considerado o de maior risco para a doença. Quando considera-se a população como um todo, 14,9% receberam a 1ª aplicação de algum imunizante.

Estados iniciaram o programa de vacinação com foco nos profissionais de saúde e idosos. Agora, os mais avançados já abrem cadastro para compilar os dados de todos os que tenham comorbidades –para que possam ser priorizados nas próximas fases.

A 2ª dose da vacina, que garante a imunização completa contra a doença, só chegou a 23% dos com mais de 60 anos. Na população geral, a taxa é de 7,4%.

O Brasil hoje administra 3 vacinas: a CoronaVac, produzida pela pela biofarmacêutica chinesa Sinovac e distribuída pelo Instituto Butantan; a desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca; e a da Pfizer, em parceria com o laboratório alemão BioNTech. Todas necessitam de 2 doses, com intervalos que variam de 21 dias a até 3 meses.

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