0
Compartilhamentos
Pinterest Google+

⟳ Atualizada em: 26/03/2018 12:04

Milhares de candidatos foram surpreendidos pela decisão que suspendeu o Concurso Público da Polícia Militar neste domingo, 25, porém alguns apoiam a decisão, devido às suspeitas de fraude divulgadas após a realização das provas.

O certame foi interrompido por decisão do desembargador Marcos Villas Boas, do Tribunal de Justiça do Tocantins, que determinou também que o governo se abstenha de realizar a promoção de policiais militares, de promover gastos não prioritários, de realizar atos que importem em seleção e contratação de pessoal comissionado ou efetivo e suspender pagamentos que não tenham características de prioritários.

Para Walderlei Silva, 22 anos, de Dianópolis,  candidato ao cargo de soldado, a suspensão do concurso trouxe prejuízo financeiro, pois gastou para viajar do interior do Tocantins e fazer as provas em Palmas. Além disso, conta ele, também teve despesas com material didático e o tempo envolvido com estudos. “Fiquei muito decepcionado, pois sempre tive vocação para integrar os quadros da Polícia Militar. Agora o que me resta e aguardar e me preparar melhor para novos concursos”, disse.

Por outro lado, na opinião de Juliana da Silva, 21, de Gurupi, também candidato a soldado, a suspensão do certame, pode trazer mais lisura ao processo, que conforme ela teve a confiabilidade abalada com as suspeitas de fraude. “Na minha visão, fiquei satisfeita com o cancelamento do concurso, pois haviam muitas dúvidas se tudo tinha sido feito de uma maneira honesta, dando a mesma oportunidade para todos”, afirmou.

A ação foi ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPE), a fim de impedir que o governador Marcelo Miranda(MDB), promova atos, até que sejam concluídos os trâmites da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que cassou o mandato dele e da vice-governadora Cláudia Lelis(PV), no último dia 22.

Conforme o MPE-TO, a ação foi baseada em procedimento instaurado no qual são apuradas informações de possível deflagração de condutas em desacordo com a lei, além da ocorrência de atos administrativos promovidos em razão da decisão do TSE.  De acordo com o Procurador-Geral de Justiça (PGJ), Clenan Renaut de Melo Pereira, nos últimos dias, vem sendo propagada a informação de que o Governador estaria na iminência de promover diversos policiais militares, em desacordo com a Lei Estadual 2.575/2012, que dispõe no art. 3º que as promoções devem ocorrer, anualmente, no dia 25 de agosto.

Post Anterior

Homem baleado em plena luz dia era funcionário da autoescola

Próximo Post

Governador Marcelo Miranda faz reunião 'à portas fechadas' com primeiro escalão: vídeo de 'despedida' será publicado ainda hoje