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⟳ Atualizada em: 02/08/2022 19:35

Preocupada com os efeitos eleitorais dos atos de 7 de Setembro, a campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) quer trabalhar com a militância “pautas claras” para as manifestações, evitando repercussão negativa ou ainda que o evento nas ruas “saia do controle”. O plano é que a convocação da militância se dê em torno das bandeiras “transparência eleitoral e imparcialidade da Justiça Eleitoral”.

Com isso, aliados do presidente esperam alcançar dois objetivos. De um lado, reduzir o discurso de que a manifestação dará palco a grupos radicais que pedem, por exemplo, o fechamento do Congresso.

“Uma das preocupações é evitar o que aconteceu no ano passado, quando apoiadores e opositores não sabiam o que esperar dos atos e acabaram inventando tudo quanto é tipo de coisa”, diz um auxiliar presidencial.

De outro lado, o QG bolsonarista pretende dar visibilidade ao pleito dos militares. Aliados do presidente, dizem que as propostas das Forças Armadas são de fácil execução e aumentariam justamente a transparência eleitoral. Boa parte das sugestões feitas pelo Ministério da Defesa, no entanto, já foi acatada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo integrantes da campanha, está em debate neste momento como tornar as manifestações em um evento de campanha e como tornar a comunicação da fala de Bolsonaro “mais eficiente”, barrando a propagação distorcida de falas “mais vagas” do presidente.

Além disso, o plano é fazer um esforço de convocação para que os atos se concentrem em três capitais: Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Com isso, aumentam as chances de as manifestações reunirem um público significativo em momento crucial da campanha.

Bolsonaro chegou a falar em um desfile militar na praia de Copacabana, no Rio. De acordo com um auxiliar do presidente, isso não significa que ele não irá prestigiar o evento em Brasília, por exemplo. A intenção inicial é que ele também compareça à manifestação no Distrito Federal.

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