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⟳ Atualizada em: 25/04/2022 08:27

A segunda rodada da pesquisa feita pelo Instituto FSB Pesquisa para a BTG Pactual confirma o que outros levantamentos têm demonstrado: uma redução da vantagem do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL), que tenta a reeleição.

De acordo com a pesquisa, Lula segue à frente, com 41% das intenções de voto, contra 32% de Bolsonaro. Com relação à rodada anterior, porém, essa vantagem encolheu cinco pontos: de 14 pontos percentuais para nove pontos percentuais.

Na simulação de segundo turno, também houve queda, de quatro pontos percentuais. Lula caiu de 54% para 52%, e Bolsonaro subiu de 35% para 37%.

A pesquisa reforça ainda a polarização da disputa entre Lula e Bolsonaro. A soma dos demais candidatos, com relação à rodada anterior de março, caiu de 24% para 17%.

Ciro Gomes (PDT) é o terceiro na corrida, com 9%. André Janones (Avante) e João Doria (PSDB) têm 3%. Vera Lúcia (PSTU) e Simone Tebet (MDB) têm 1%. Esses são os candidatos que pontuam na pesquisa.

Já em um cenário espontâneo, sem menção de nomes de candidatos, 36% dos entrevistados disseram que votariam em Lula e 30% em Bolsonaro.

“Lula segue na liderança, mas sua vantagem diminuiu bastante no último mês”, observa o sócio-diretor do Instituto FSB Pesquisa, Marcelo Tokarski.

A pesquisa BTG também mediu o índice de rejeição dos pré-candidatos e o tucano João Doria lidera com 63%. Em segundo lugar está Bolsonaro (57%); em terceiro Ciro Gomes (49%) e em quarto lugar está Lula (45%).

“Apesar de ter recuperado parte do eleitorado que votou nele no segundo turno de 2018, Bolsonaro segue com alta rejeição”, analisa Tokarski.

A pesquisa BTG Pactual foi realizada pelo Instituto FSB Pesquisa e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ela foi realizada por telefone entre os dias 22 e 24 de abril, questionando dois mil eleitores.

Whatsapp

A pesquisa BTG Pactual mediu, ainda, o peso do aplicativo Whatsapp para informação dos eleitores sobre os pré-candidatos. Apenas 10% responderam que recebiam com frequência notícias ou conteúdos sobre os postulantes à presidência pelo aplicativo. Já 45% disseram que nunca recebiam.

Em um cruzamento entre os que declararam voto em Lula e os que declararam voto em Bolsonaro, o percentual dos que nunca recebem informações via Whatsapp é maior entre os lulistas (50%) do que entre os bolsonaristas (33%).

Outro aspecto abordado na pesquisa é a confiabilidade das notícias recebidas. Dos entrevistados 40% disseram ter recebido notícias que pensam ser falsas nos últimos três meses contra 58% que acreditam terem recebido apenas notícias verdadeiras.

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