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⟳ Atualizada em: 22/06/2022 14:06

O Brasil voltou a cair no Índice CCC (Capacidade de Combate à Corrupção), levantamento elaborado pelo fórum AS/COA (American Society/Council of the Americas), sediado nos EUA, e pela empresa de consultoria de risco global Control Risks. O estudo considera 15 países da América Latina. Juntos, são responsáveis por 92% do PIB da região entenda a metodologia ao final do texto.

O país foi da 6ª posição em 2021 para a 10ª em 2022, mas está acima da média regional, o que significa que os “retrocessos dos últimos 3 anos” não reverteram totalmente as “décadas de fortalecimento” das instituições, segundo o levantamento.

Eis o ranking da América Latina:

O relatório de 43 páginas destaca que o STF (Supremo Tribunal Federal), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e os veículos de mídia, alvos frequentes de críticas do presidente Jair Bolsonaro (PL), mantiveram-se independentes.

No entanto, o documento diz que a variável que avalia a independência e eficiência de agências anticorrupção caiu quase 19%. Acusa Bolsonaro de tentar “consolidar o controle sobre os órgãos que investigam supostos casos de corrupção envolvendo seus aliados”.

Afirma também que “agências anticorrupção independentes, como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, sofreram cortes orçamentários, limitando sua capacidade de investigação e supervisão”.

AMÉRICA LATINA

O Uruguai continua sendo o país com melhor desempenho no Índice CCC pelo 3º ano consecutivo, seguido em 2022 de Costa Rica e Chile. O Brasil encontra-se à frente de Paraguai, México, Guatemala, Bolívia e Venezuela.

Segundo o relatório, países com pontuação mais alta são considerados “mais propensos a ver atores corruptos processados e punidos”, enquanto nos com pontuação mais baixa, seria “mais provável uma continuação da impunidade”.

METODOLOGIA

O levantamento é realizado pelo fórum AS/COA (American Society/Council of the Americas), dedicado à educação e ao debate no continente americano, e pela empresa de consultoria de risco global Control Risk.

O índice avalia e classifica 15 países da América Latina juntos, respondem por 92% do PIB (Produto Interno Bruto) da região por meio da sua eficácia para combater a corrupção.

São levadas em conta 14 variáveis:

independência e eficiência do Judiciário;

independência e eficiência das agências anticorrupção;

acesso à informação pública e transparência geral do governo;

independência e recursos para o Ministério Público e investigadores;

nível de especialização e recursos disponíveis para combate a crimes de colarinho branco;

qualidade de instrumentos de colaboração premiada;

nível de cooperação internacional na aplicação de lei;

qualidade e cumprimento da legislação de financiamento de campanha;

processos legislativos e normativos; qualidade geral da democracia;

mobilização da sociedade civil contra a corrupção;

melhorias na educação;

qualidade da imprensa e do jornalismo investigativo;

comunicação digital e redes sociais.

Os dados usados foram extraídos de:

Basel Istitute of Governance; Freedom House;

Harvard Electoral Integrity Project;

International IDEA;

International Budget Partnetship;

Newzoo Global Mobile Market Report;

Repórteres sem Fronteiras.

Unesco; Banco Mundial;

Fórum Econômico Mundial;

Projeto de Justiça Mundial.

Segundo o relatório, o objetivo do Índice CCC “não é envergonhar ou apontar dedos a países, mas promover um debate baseado em políticas públicas, que ajude governos, a sociedade civil e o setor privado a identificar por meio de dados e uma metodologia robusta áreas de sucesso e deficiências a serem abordadas”   Fonte Poder 360

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