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⟳ Atualizada em: 26/07/2022 21:45

O ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello, 76 anos, disse que o presidente Jair Bolsonaro (PL) é “medíocre”, “desprezível” e tem “aversão” à democracia. A declaração consta em duríssima mensagem endereçada a Luiz Marrey, ex-secretário da Casa Civil de São Paulo e ex-procurador-geral de Justiça do mesmo Estado.

“Bolsonaro, além de sua distorcida visão de mundo (‘Weltanschauung’), sustentada e exposta por quem ele realmente é, desnuda-se ante a Nação como um político medíocre e que, além de possuir desprezível espírito autocrático, também expôs-se, em plenitude, em sua conduta governamental , como a triste figura de um Presidente menor, sem noção dos limites éticos e constitucionais que devem pautar a conduta de um verdadeiro Chefe de Estado, capaz de respeitar a autoridade suprema da Constituição da República”, afirmou.

As declarações do ex-ministro foram feitas depois de ele ser convidado a ler um manifesto em defesa da democracia e das eleições em um evento que será realizado na Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo) em 11 de agosto. Celso de Mello assina a Carta e diz sentir “imensa honra” pelo convite da Universidade, mas informa que não poderá fazer a leitura por motivos de saúde.

Segundo o ex-ministro, Bolsonaro se vale “do sentimento do medo e da utilização da ameaça como instrumentos inidôneos e ilegítimos de ação política”, além de usar de declarações que “parecem resvalar, perigosamente, para o terreno pantanoso das palavras sediciosas”.

“Falece-lhe o valor fundamental da ‘gravitas’ [personalidade ética], que era uma nobre qualidade exigida pelos Romanos em relação aos que exerciam funções abrangidas pelo ‘cursus honorum’ [caminho das honras]. Na realidade, Bolsonaro que constantemente insinua a possibilidade de um ‘coup d’État’ [golpe de Estado], tal a sua profunda aversão à ideia eticamente superior de democracia constitucional traduz, em sua trajetória política, a imagem de um governante que não está, como jamais esteve, à altura do cargo que exerce, pois lhe faltam estatura presidencial e senso de estadista, de ‘statesmanship, prossegue.

Não é a 1ª vez que Celso de Mello critica Bolsonaro. Em 20 de agosto de 2021, o ex-ministro disse ao Poder360 que Bolsonaro estava aprofundando a “ruptura na harmonia entre os poderes”. Na ocasião, comentava o pedido de impeachment feito pelo presidente contra o ministro Alexandre de Moraes.

 

 

 

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