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⟳ Atualizada em: 28/04/2022 14:50

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (28) se sentir “orgulhoso e feliz pela decisão tomada” após assinar decreto concedendo indulto ao deputado Daniel Silveira (PTB).

“O que eu fiz não foi apenas para aquele deputado, mas para todos vocês. A nossa liberdade não pode continuar sendo ameaçada”, disse, durante cerimônia de entrega de títulos rurais na cidade de Paragominas, no Pará.

Bolsonaro estava acompanhado de diversos apoiadores, entre eles o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.

“Quando servimos na Academia Militar juramos dar a vida pela nossa pátria, e tenho certeza que cada um de vocês aqui fará muito mais do que isso pela nossa liberdade”, concluiu.

Crise entre poderes

O indulto individual concedido por Bolsonaro a Silveira é mais um capítulo da crise entre o chefe do Executivo e o Supremo Tribunal Federal. O decreto do presidente aconteceu após o plenário do STF condenar o deputado a oito anos e nove meses de prisão, por ataques a ministros da Corte.

O decreto foi alvo de protestos e controvérsia. Partidos da oposição entraram com ações no STF pedindo a nulidade do indulto concedido a Daniel Silveira.

A ministra Rosa Weber foi designada para ser a relatora dessas ações e já manifestou-se que a legalidade do indulto será julgada diretamente no Plenário do STF e coletivamente, sem apreciação individual.

Além do STF, partidos articulam projetos no Legislativo para derrubar o decreto de Bolsonaro, com participação de políticos do MDBPSOL e Rede.

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