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⟳ Atualizada em: 29/04/2022 13:57

O  presidente Jair Bolsonaro (PL) falou publicamente pela primeira vez sobre o voto de André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal, a favor da condenção de Daniel Silveira. Nas palavras do presidente, Mendonça é “uma pessoa de princípios” e “religiosa”.

“Ele foi criticado, bastante criticado, o voto dele. Mas aos poucos o pessoal vai entendendo o que realmente aconteceu naquela sessão. Pode ter certeza, o André Mendonça é uma pessoa de princípios, uma pessoa religiosa, família, conservador. Tem uma bagagem cultural enorme.”

As declarações foram dadas em entrevista à rádio Metrópole, de Cuiabá, nesta sexta-feira, (29).

André Mendonça foi indicado por Bolsonaro ao Supremo com aval da ala conservadora, especialmente a bancada evangélica. Tanto que entre as justificativas dadas pelo presidente para a escolha do seu nome foi o fato de ele ser “terrivelmente evangélico”.

Também durante a entrevista, Bolsonaro discorda da posição adotada por líderes evangélicos aliados de seu governo, que criticam Mendonça por não ter se juntado a Nunes Marques no voto pela absolvição. “Ele não deu inelegibilidade, ele ficou bem antes nessa questão. Seria uma alternativa para uma punição menos injusta”, declarou, defendendo a decisão de Mendonça de não ter aberto pedido de vistas, acreditando que isso somente aumentaria a tensão ao redor do processo.

Ao contrário dos demais ministros, que votaram pela implementação de uma pena de oito anos de prisão, com perda de mandato e inelegibilidade, André Mendonça defendeu a pena de dois anos, período em que responderia em regime aberto e com manutenção de seu mandato.

Durante a entrevista, Bolsonaro ainda  afirmou que a pena imposta a Daniel Silveira foi injusta, mas que considera absurda a fala do deputado no vídeo que deu início ao seu processo. “Ninguém discute que foram coisas absurdas”, completou. No vídeo em questão, Daniel Silveira havia defendido a implementação de um novo AI-5 (decreto do regime militar que suspendia liberdades civis), bem como incitado a violência contra os ministros do STF e se pronunciado pelo fechamento da Corte.

 

 

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