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⟳ Atualizada em: 07/07/2020 14:26

“Todo mundo sabia que ele (vírus) mais cedo ou mais tarde iria atingir uma parte considerável da população, como tem muita gente… eu, por exemplo, se eu não tivesse feito o exame não saberia do resultado, e ele acabou de dar positivo”, disse Bolsonaro em entrevista transmitida ao vivo por algumas emissoras convidadas para uma entrevista no Palácio da Alvorada.

O presidente realizou o teste na segunda-feira, depois de começar a ter sintomas leves no domingo. Na segunda-feira, Bolsonaro teve dor no corpo e febre de 38 graus.

No final da tarde de segunda, o presidente disse a apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada, que estava com sintomas e que foi ao Hospital das Forças Armadas fazer uma radiografia de pulmão, mas que não apareceu nenhum problema.

Bolsonaro também fez questão de informar que já havia começado a tomar hidroxicloroquina, medicamente que não tem comprovação de eficácia contra a Covid-19, mas é defendido pelo presidente.

Nesta terça, Bolsonaro confirmou que tomou uma primeira dose do medicamento, associado ao antibiótico azitromicina, na noite de segunda, e uma nova dose às 5h desta terça. O presidente creditou o fato de estar se sentindo melhor, e sem febre, à combinação de medicamentos e ao rápido atendimento.

Segundo o presidente, ele se sente bem e, durante a entrevista, chegou a se afastar um pouco dos repórteres para tirar a máscara que usava e mostrar que estava bem.

A agenda presencial do presidente foi cancelada esta semana, inclusive duas viagens previstas para sexta e sábado. Segundo ele, vai seguir o protocolo de distanciamento e manter as agendas por videoconferência.

Bolsonaro afirmou ainda que o resultado não o surpreendeu.

“Eu confesso que de fato achava que já tinha pego lá atrás, devido à minha atividade muito dinâmica frente à população”, disse. “Achava que tivesse contraído e não tivesse percebido.”

O presidente foi freqüentemente criticado por se expor e incentivar aglomerações, além de andar sem máscaras. Desde o início da epidemia, Bolsonaro frequentou várias vezes manifestações a favor de seu governo, foi a farmácias, comer cachorro-quente, visitou cidades-satélites e, recentemente, um posto da Polícia Rodoviária Federal em Minas Gerais. Na maior parte, sem usar máscaras.

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