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⟳ Atualizada em: 26/04/2022 09:39

Data tradicionalmente usada por movimentos de esquerda para reforçar pautas ligadas à questões trabalhistas e sociais, o 1º de Maio pode ser um palanque para aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL) que encabeçam a defesa pública do deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ). As articulaçõesn de bolsonaristas para converter o dia em um novo 7 de Setembro  o feriado da Independência que em 2022 foi marcado por atos pró-governo e ataques ao STF  começaram. Até esta terça (26) estão previstas manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará.

O objetivo é de que o povo esteja nos atos para “agradecer pela liberdade“, afirma a deputada Carla Zambelli (PL-SP).

“Em 7 de Setembro pedimos por liberdade. No 1º de Maio vamos agradecer pela liberdade conquistada e mostrar ao mundo que o Brasil pode ser um país livre para se expressar”, disse a aliada do presidente.

Entre os deputados bolsonaristas que organizam a convocação dos atos está, além de Zambelli, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ). Nas redes sociais, Zambelli chegou a convidar os apoiadores para ocupar a Avenida Paulista, em São Paulo, “pelo fim do autoritarismo do STF”.

A deputada diz considerar as ações do Supremo contra Silveira como “autoritárias, inconstitucionais e sem respeito ao devido processo legal”.

Jordy também afirmou que Daniel Silveira estará presente no ato que vai acontecer no Rio de Janeiro.

Na última quarta-feira (20), o deputado foi condenado pela Corte a oito anos e nove meses de prisão por estímulo a atos antidemocráticos e ataques a ministros do tribunal e instituições, como o Supremo Tribunal Federal. Silveira também foi condenado à perda do mandato, suspensão dos direitos políticos e deverá pagar multa de R$ 212 mil.

Ele, no entanto, teve a o perdão concedido pelo presidente Bolsonaro por meio da graça constitucional, estatuto que não era utilizado desde 1945.

 

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