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⟳ Atualizada em: 14/08/2019 16:16

O biodigestor funciona basicamente com a ação de bactérias que digerem a matéria orgânica em ambiente especialmente preparado para isso, com negativa da oferta de oxigênio, para que dessa decomposição seja obtido e extraído o gás metano, com alto teor inflamável, dentre outros gases que precisam ser limitados com uso de filtros. Essa filtragem evita o desgaste do fogão.

Com a participação de pessoas ligadas à agricultura familiar em Palmas e alunos da Escola de Tempo Integral (ETI) Fidêncio Bogo, localizada na região de Taquaruçu Grande, a Secretaria de Desenvolvimento Rural de Palmas (Seder), promoveu na manhã desta quarta-feira, 14, uma oficina sobre biodigestão. O evento abordou a técnica para geração de biofertilizante e biogás em propriedades rurais, a partir da decomposição de matéria orgânica, como resto de alimentos e desejos animais.

Palestra sobre Biodigestor com Reginaldo de Novais Rocha, tecnólogo em Sistemas Elétricos da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro). Foto: Regiane Rocha.

Conforme o tecnólogo em Sistemas Elétricos da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro), Reginaldo de Novais Rocha, o sistema tem muitas vantagens. “Tanto o produtor quanto a natureza ganham com essa prática, pois a matéria que antes iria para a natureza, caso dos desejos obtidos a partir da produção de bovinos, aves e suínos, ganhando agora uma rica utilização. Sem conta que o biofertilizante apresenta alto teor de componentes que proporcionam melhor desempenho da lavoura, além de ser um bom repelente para combater pragas”, explica Rocha.

O biodigestor apresentado durante a oficina é o que funciona com dois tambores de grande proporção, sistema prático e de fácil manuseio para ter em qualquer propriedade rural. A execução de um projeto como esse fica entre R$ 400 e R$ 600.

A dona de casa Maria Putêncio Reis, 34 anos, que possui uma chácara em Taquaruçu Grande, ficou bastante curiosa em aprender sobre o sistema de biodigestão. “Na minha propriedade não será possível viabilizar essa tecnologia, mas quem puder ter em sua chácara é alvo maravilhoso. Reduzir o impacto que causamos no meio ambiente deve ser uma meta visada por todos”, garante Maria que acompanha pelo terceiro dia as ações do Agosto Verde.

Quem tiver interesse em conhecer mais sobre o tema, a Seagro, parceira da Seder no Agosto Verde, possui uma cartilha com orientações para os produtores. O documento está disponível aqui. https://central3.to.gov.br/arquivo/370678/

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