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Asfixiado por uma “Tereza”: Detento que matou colega de cela é condenado a 17 anos de reclusão

Atualizada em: 10/10/2018 17:26

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O Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Palmas condenou Hélio Oliveira Reis pelo homicídio de Max Adriano Carvalho da Silva, dentro da Casa de Prisão provisória de Palmas, em agosto de 2014. De acordo com a sentença, proferida na última terça-feira, 8, o réu terá que cumprir pena de 17 anos e nove meses de reclusão.

Segundo a denúncia criminal, do Ministério Público Estadual (MPE-TO), na data dos fatos, Ademir Prestes dos Santos, já falecido, atraiu Max até o banheiro, local onde desferiu neste uma gravata, enquanto Hélio o segurou pelas pernas a fim de que não se debatesse.

Ato contínuo, Werdelis de Castro, também já falecido, estrangulou a vítima com uma corda tipo “Tereza”. Após cometerem o crime, os envolvidos simularam um suicídio, pendurando o corpo de Max na janela do banheiro da cela. Durante o processo, concluiu-se que o crime ocorreu de forma premeditada e a vítima não teve chance de defesa.

Apreciados os quesitos submetidos à votação, os jurados reconhecerem a ocorrência dos fatos, a materialidade e a autoria atribuída ao réu. O Conselho de Sentença também levou em consideração o fato agravante de que o delito ocorreu mediante asfixia e imobilização, impossibilitando a defesa da vítima.

Consta nos autos, que o motivo do crime teria sido o envolvimento amoroso de Max com um travesti de nome Leonardo, também preso, pois este último já matinha relacionamento com Ademir. Além disso, Max teria havia denunciado à coordenação do presídio que Hélio e os demais estavam cavando um túnel no banheiro da cela com a finalidade de empreender fuga.

Na sentença, proferida pelo juiz Gil de Araújo Corrêa, que presidiu o julgamento, o magistrado destaca o fato do réu, que respondeu ao processo na condição de preso, ter várias execuções penais em andamento, “nos revelando despreparo ao convívio social, notadamente pelo desprezo à vida de seu semelhante”. 

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