0
Compartilhamentos
Pinterest Google+

⟳ Atualizada em: 24/04/2018 19:54

Produzir artesanato da matéria-prima disponível no cerrado como buriti, coco babaçu e capim dourado é uma atividade que cresce no Tocantins. O portal Orla Notícias conversou com Rosirene Pereira Menezes, presidente da Associação de Artesãs de Ponte Alta do Tocantins. Hoje são cerca de 25 artesãs que participam da associação e produzem peças no sudeste do Estado. “Produzimos peças a partir do capim dourado e também do buriti. É uma fonte de renda, principalmente, para algumas mulheres que moram na zona rural”, destaca.  

Rosirene e pelo menos 15 artesãs planejam participar de uma das principais feiras do segmento da America Latian. A 19 ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), será realizada entre os dias 04 e 15 de julho de 2018, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda (PE).

Uma parceria entre o Sebrae Tocantins e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo (Seden), publicou o Edital nº 5.096, o Chamamento Público nº 02/2018, para artesãos que desejam participar do evento. Podem participar artesãos tocantinenses que produzam peças indígenas, de madeira, de cerâmica, de couro, de capim dourado, de fibras, de sementes, cascas, flores e folhas do cerrado, buriti, babaçu e cristais.

As inscrições podem ser feitas até o dia 14 de maio presencialmente, na Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura ou por e-mail [email protected]. O documento está disponível pelo endereçohttps://diariooficial.to.gov.br.

Entre os critérios para participação estão: ter idade mínima de 18 anos completos na data da inscrição e estar cadastrado no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab), com Carteira Nacional do Artesão dentro do prazo de validade. Já as entidades representativas precisam ter sido legalmente constituídas e estarem cadastradas também no Sicab.

Serão selecionados nove artesãos,onde quatro serão para artesãos individuais, sendo uma para a matéria-prima capim dourado e as demais para tipologias variadas e cinco vagas para entidades representativas, sendo uma para Associações de Etnias Indígenas. Os artesãos contemplados terão um espaço coletivo de 35 m², no qual poderão divulgar e comercializar seus produtos.

O portal Orla Notícias conversou com a coordenadora do artesanato do Sebrae Tocantins, Celina Soares. De acordo com a coordenadora, o evento é uma oportunidade de negócio para os artesãos, principalmente, incrementarem as relações comerciais. 

“O nosso papel é de orientar e capacitar esses profissionais. É importante destacar que o artesão precisa ficar atento as três etapas em eventos como este. Primeiro: é como participar, o que pretende expor durante o evento. Segundo: já durante o evento, é importante ficar atento como os produtos serão expostos, como será esse atendimento ao cliente e terceiro os contatos que serão feitos para posteriores negócios ou parcerias. A participação do Sebrae nesse evento é uma oportunidade de valorizar e difundir os saberes tradicionais. Isso estimula o potencial de crescimento dos artesãos e artesãs e funciona como importante elemento estruturador da cadeia produtiva do artesanato local”, afirma. 

No ano passado, a maior Feira de artesanato da América Latina recebeu mais de 5 mil expositores que ocuparam cerca de 800 espaços, numa área de 30 mil m².

Post Anterior

Bastidores: TSE intima partes para que apresentem contrarrazões em recursos extraordinários sobre cassação

Próximo Post

Eleições suplementares: até 18/05 justiça eleitoral analisará registros; PSOL já indicou nome e aguarda publicação