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⟳ Atualizada em: 24/01/2020 18:25

Segundo a pesquisa CNT/MDA divulgada no último dia 22, a aprovação do desempenho pessoal do presidente Jair Bolsonaro registrou um salto significativo, saiu de 41% para 48%, sua rejeição, por sua vez, caiu de 54% para 47%.

Para analisar esse número é preciso olhar o que aconteceu desde então. O fato político mais importante foi a soltura do ex-presidente Lula, no início de novembro. A economia também apresentou sinais modestos, mas firmes, de recuperação, o que deve ter ajudado o presidente.

A avaliação do governo também melhorou. O percentual dos que acham o governo ótimo , passou de 8,0% para 9,5%; e os que acham o governo péssimo caíram de 27% para 21%. Somando as notas ótimo e bom, o governo registrou aprovação negativa ( ruim e péssimo ) de 31%. Na pesquisa anterior, de agosto, a aprovação, positiva somava 29%, contra 39% de negativa.

Houve uma melhora expressiva, portanto, na avaliação do governo.

Bolsonaro ainda se beneficia da associação que boa parte da população faz entre as administrações anteriores e um período de profundas instabilidade politica e crise econômica. Quando parte da oposição ( especialmente, o PT ), tenta romancear o passado e omitir o que aconteceu nos últimos anos de sua gestão ( os quais, por serem os últimos, são os que estão mais guardados na memória), ela não consegue reestabelecer uma boa comunicação com a sociedade.

A eleição de Bolsonaro deixou bem claro que a responsabilidade  pelo golpe de 2016 foi atribuída, pela população, à incompetência  do governo Dilma, que já era, aliás, rejeitado por uma maioria social esmagadora. 

Neste momento, a oposição, com todas as boas intenções do mundo, permanece focada na denuncia de um suposto fascismo emergente. Para maioria da população, que alias não é fascista ( como também mostram as pesquisas), isso não é um risco, sequer um problema.

Falas como a do ex-secretário da Cultura  Roberto Alvim, geram impactos negativo muito forte, mas sua demissão de imediata impediu que se tornasse, como a oposição pretendi, a prova definitiva do nazismo governamental.

Entretanto, se o fascismo, embora seja um fantasma sempre que ronda governos autoritários, não é algo que preocupe ( ainda, pelo menos) a população, qual deve ser o foco da oposição?

Segundo as pesquisas, o que mais preocupa a população é a saúde pública. Então pela lógica, a oposição deveria estar ocupada principalmente em   1- examinar criticamente a política do governo federal para a saúde pública.

2 – propor soluções e projetos para melhora-la.

O medo de que uma oposição propositiva poderia, paradoxalmente, ajudar o governo Bolsonaro, em caso dele adotar as soluções propostas e as coisas, efetivamente,  melhorarem, contraria a noção de política como arte de  fazer o bem possível. Não é com esse tipo de receio que a oposição vencerá a rejeição que em uma parte importante  da sociedade desenvolveu contra o próprio discurso progressista, que passou a ser visto apenas como palavrório politiqueiro, ou seja, falso, insincero.

A oposição precisa ser inteligente para não ser apontada pelo governo como uma força interessada unicamente em atrapalhar . Ela tem de ser vista pela população como uma força positiva. Quando Lula ganhou as eleições em 2002, havia um certo consenso de que a coalizão social formada em torno do PT tinha projetos consistentes.

As administrações petistas conseguiram a proeza de ficarem com a pecha de interessadas  em regular a grande mídia, e ao mesmo tempo terem sido  magnificas contribuidoras para a concentração   e fortalecimento da grande mídia, através de bilionários contratos de publicidades.

O governo do presidente Jair Bolsonaro inaugurou uma estratégia de comunicação que, com todos os seus imensos defeitos , ao menos se esforça para manter uma comunicação direta com o público.  Fonte: Pesquisa CNT/MDA e Miguel Rosário do O Cafezinho.

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