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Apreensões de armas de fogo no Tocantins diminuem consideravelmente em 2017

De acordo com o delegado de Polícia Civil Márcio Girotto, os números são resultado de um trabalho de prevenção, devido a alta nas ocorrências em 2016

Atualizada em: 22/12/2017 12:10

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Todos os dias, vários casos de apreensão de armas de fogo são noticiados no estado. Apesar do número ainda ser alto, houve diminuição considerável em relação a 2016. De acordo com dados levantados pela Secretaria de Segurança pública a pedido do portal Orla Notícias, do ano passado para cá, houve queda de 180 apreensões: de 623 para 443. O diretor de Polícia do Interior, delegado Márcio Girotto, explica que devido ao aumento das ocorrências em 2016, houve uma intensificação na fiscalização, o que resultou em mais pessoas receosas em portar uma arma de fogo na rua, por exemplo.

Ainda de acordo com a pesquisa, as armas de fogo de uso permitido (calibre .22, .38, que é a mais comum), as com menos poder letal, são as mais corriqueiras: 355 apreensões em 2017, sendo 293 de fabricação nacional e apenas uma de fabricação estrangeira (as 61 restantes tiveram a origem ignorada. No ano passado, essa quantidade foi bem maior: 524. Das armas de fogo de uso proibido ou restrito, que são as utilizadas pela polícia, com maior poder letal (.40 para cima), apenas 53 foram confiscadas, 22 a menos que em 2016. Há também as armas sem indicação de espécie, de fabricação caseira, conhecidas como “bate-bucha”, que foram as únicas que tiveram aumento em relação aos dois anos anteriores. Em 2015, foram 29, no ano seguinte, 28, e em 2017, 35.

Girotto explica que o porte de armas não só no Tocantins, mas na região norte do Brasil, é uma questão cultural, também relacionada às raízes rurais, e aqui no estado, até mesmo aos tempos do garimpo, “quando isso aqui ainda era o norte de Goiás”. Ele ressalta que no Brasil, possuir uma arma não é crime, se o portador tiver um registro. O processo é burocrático justamente para que haja um controle de quem deseja ter uma arma de fogo. “O crime é andar com a arma na rua, em qualquer local”. O delegado alerta que qualquer pessoa que saiba de alguém que possua uma arma sem registro, ou que esteja portando-a na rua, oferecendo risco para os outros, deve denunciar imediatamente através do 190. A prisão para estes casos se dá em flagrante, sem a necessidade de mandado judicial.

Foi necessária uma parceria entre as Polícias Civil e Militar para essa baixa nas apreensões. Girotto explica que cada uma tem o seu papel; a Polícia Civil de investigar os crimes, e a PM de prevenir. “As pessoas pensam melhor quando veem um policial fardado na rua; a presença dos órgãos de segurança é muito importante. O número diminuiu não porque não estamos agindo, mas porque agora há uma consciência de que se fizer, vai ser pego” . A maioria das apreensões, segundo ele, ocorreram antes que algum crime fosse cometido.

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