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⟳ Atualizada em: 26/11/2021 18:05

O advogado, Paulo Roberto da Silva (OAB 284A), protocolou na tarde desta sexta-feira, 26, o pedido de impeachment do governador Mauro Carlesse na Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins  (OAB-TO), em Palmas. 

Após o ato, o advogado concedeu entrevista e afirmou que a motivação não tem cunho político. “Estou aqui como cidadão, não sou filiado a partido nenhum. Percebo que as providências são poucas, não podemos ficar inertes, como advogado temos que ser úteis a sociedade, fiz um compromisso legal e tenho essa obrigação, não posso deixar a sociedade e à Assembleia Legislativa sem norte”, afirmou o advogado. 

Segundo o advogado o processo tem quase 7 mil folhas. A sugestão é que a OAB encabece o pedido de impeachment, passando a responsabilidade ao legislativo. Paulo Roberto da Silva foi até a Assembleia Legislativa do Tocantins (AL-TO) com o requerimento protocolizado pela OAB seccional Tocantins.

Nota OAB-TO 

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins, por meio de nota disse que reitera que qualquer pedido de análise protocolado por cidadão a instituição tem como procedimento padrão ser encaminhado para o Conselho Seccional da entidade que fará a devida análise e deliberação. Cabe a esta instância de deliberação a decisão soberana sobre qualquer assunto, dentro do prazo regulamentar.

Janay Garcia
Presidente Interina OAB/TO

Professor Júnior Geo protocola pedido de impeachment de Mauro Carlesse

Foi protocolado também nesta sexta-feira, 26, na Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), um pedido de impeachment pelo deputado estadual Professor Júnior Geo (PROS) contra o governador Mauro Carlesse (PSL). Segundo o parlamentar, as acusações que levaram o afastamento do governador são graves e se enquadram como crime de responsabilidade.

Na representação, Geo argumenta que as operações Éris e Hygea da Polícia Federal revelaram indícios da participação do governador Mauro Carlesse em desvios de recursos públicos do plano de saúde dos servidores públicos estaduais, antigo PlanSaúde e, obstrução de justiça utilizando servidores de cargos de confiança e direção para impedir a Polícia Civil do Estado de realizar investigações para apurar crimes de improbidade administrativa e danos ao erário público.

Deputado Estadual Professor Júnior Geo. Foto: Talita Gregório.

O parlamentar argumenta, ainda, a presença de indícios de que o governador afastado utilizou-se do aparato estatal para interesse particular e de empresas das quais já foi sócio. “Apresentei os motivos embasados para que seja viável trabalhar na possível cassação do governador”, afirma.

“A suposta organização criminosa a qual ele vem sendo acusado de participar por desviar dinheiro público acarreta um prejuízo enorme à população tocantinense. A ausência de recursos para investimentos, possivelmente, se dá em função dos desvios que foram praticados. Por isso, apresentei o pedido de cassação na Assembleia Legislativa e espero que os deputados analisem e julguem com imparcialidade os supostos crimes contra a administração pública cometidos pelo governador afastado”, destaca Geo.

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