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“Administrado o tempo todo por duas famílias e o resultado disso foi um governo extremamente corrupto no Tocantins” disse Mário Lúcio ao defender seu nome na disputa ao Governo do Estado

Atualizada em: 21/04/2018 20:33

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Mário Lúcio de Avelar em discurso durante convenção do PSOL/TO – Foto: Fabíola Sélis /Orla Notícias

Na tarde deste sábado, 21, no auditório da Câmara de Vereadores de Palmas, Mário Lúcio de Avelar (PSOL) explicou os motivos que fez tomar decisão de se lançar candidato ao Governo do Estado. O primeiro ponto destacou o poder do Governo que sempre transitou em apenas duas famílias, nesses quase 30 anos de existência e apontou que isso gerou prejuízos para a população e precisa mudar. “Nós ensaiamos uma candidatura em 2014, mas não foi possível porque nossa escolha partidária na época, assumiu compromisso com as oligarquias do Estado, para manter a política que preside o Tocantins desde seu nascimento, por isso não segui com a candidatura. Em 2016 teve uma conversa em torno da prefeitura de Palmas, mas também não entramos. Agora nos articulamos, nos filiamos ao PSOL, me afastei do Ministério Público, por percebermos a necessidade de se renovar a política do País, e isso com muita ênfase no Tocantins. É um Estado novo, de base agrária e que foi administrado o tempo todo por duas famílias e o resultado disso produziu um governo extremamente corrupto”, disse.

Convenção do PSOL / TO em Palmas – Foto: Fabíola Sélis / Orla Notícias

Mário Lúcio também criticou a situação atual do Tocantins, que apesar dos avanços econômicos e sociais que o Tocantins teve, ainda assim “é um dos Estados da Federação considerado mais pobre. Nós temos aqui 60% da população que não tem água e nem esgoto, temos aqui problema de miséria e pobreza absoluta. E um colapso das políticas públicas”, ressaltou.

O pré-candidato do PSOL também explicou que a disponibilidade do nome dele à frente da campanha ao Governo do Estado, significa abrir a oportunidade da população de fazer escolhas diferentes. “Meu nome vem como um “out side”, fora do mundo político e que não tem compromisso de qualquer espécie com as estruturas de poder que administraram o Estado esses anos todos e que levaram ao colapso. A nossa candidatura é por fora do sistema, com um partido pequeno e que não tem compromisso com qualquer outra coisa que não seja com a população do Tocantins. Nós temos uma realidade que foi colocada pelo Superior Tribunal Eleitoral, então nós imaginamos que neste momento todos os partidos políticos que tem condição, estão se organizando para lançar seus respectivos candidatos. E não existe essa possibilidade de recuarmos nessa candidatura, está posta e hoje vamos colocar nosso nome e a vontade, à decisão do eleitor”, pontuou.

Sobre a propaganda:

Para Mário Lúcio, ser do PSOL vai ter vantagem e desvantagens na hora de pensar na propaganda política, mas que isso não deve atrapalhar já que o partido é pequeno e coeso, “e não vai se aliar e se vender ante as estruturas políticas que estão colocas no Estado. Nosso desafio é fazer com que nossa mensagem chegue ao eleitor”. Ele ainda enfatizou que com o tempo muito pequeno, vai ser preciso usar todos os instrumentos (meios de comunicação, redes sociais e horários gratuitos em TV  e rádio), para levar a proposta.

Mudança:

“Pregar mudança, pregar o fim da corrupção, pregar moralidade, a ética e transparência, todos vão pregar, o que nos diferencia é nossa história e nossa postura. Nós temos uma história construída de combate a corrupção, defesa do interesse público e da sociedade, que nos credencia à uma candidatura independente dos esquemas que aí estão colocados”, disse.

Sobre Mário Lúcio de Avelar:

Natural de Belo Horizonte (MG), foi promotor de justiça no Tocantins e Procurador da República. Atuou em casos de repercussão nacional como escândalo da SUDAM e da máfia dos SANGUSSUGAS, onde culimou na prisão do ex-senador Jader Barbalho (PMDB/PA), em 2002. Veio para o Tocantins em 1999, atuou na greve da PM do Tocantins, quando impediu que o exército invadisse o quartel. Foi perseguido e foi morar fora do Tocantins. Retornou em 2014 quando entrou para a política pelo PPS, mas na época a candidatura ao Governo não deu prosseguimento. Em 2016 houve uma nova vontade, mas também não se candidatou. E agora em 2018, recém filiado ao PSOL, colocou o nome a disposição.

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