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Abstinência – por Savick Brenna

Atualizada em: 18/07/2018 11:00

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Depois daquela mensagem no WhatsApp que terminava com tudo que a gente tinha, passei dias, e para ser bem sincera, meses olhando aquela conversa na tentativa de descobrir como a mensagem que dizia “eu te amo tanto que não sei viver sem você”, se transformou em: “é melhor terminar por aqui, não dá mais!”.

Tentava apagar aquela conversa e não conseguia, porque era a única forma de descobrir onde foi o erro, onde foi que, de namorados nos tornamos dois estranhos. Pensei que iria morrer, que não conseguiria seguir sozinha, e hoje após tanto tempo, só me questiono o motivo de tanto drama e exagero. Atualizando, consegui seguir sozinha sim, deu tudo certo. As respostas que eu procurava naquela conversa, a própria vida me deu sem avisar, tive que ir prestando atenção até responder todas as minhas perguntas.

Depois desse dia em que eu achei que nunca mais conseguiria ser feliz novamente por causa de um término, eu prometi que jamais permitiria que esse pensamento viria à mente, mesmo que o coração estivesse sofrendo, essa certeza de que eu não dependeria de nada e ninguém para seguir em frente, permaneceria comigo sempre. Eu e eu mesma fizemos um pacto!

Foi como deixar a minha “eu madura” avisada sobre a minha “eu com o coração partido” que costuma alimentar sentimentos negativos. Agora minha “eu madura” está responsável para estar de prontidão em qualquer situação e salvar a louca que acha que vai morrer porque alguém a deixou.

Estamos seguindo firmes nesse pensamento e aplicando ele em vários aspectos da vida, até mesmo na ausência de uma televisão. Calma, eu explico! Minha TV queimou há um mês e fiquei pensando como conseguiria viver daquele momento em diante, e BINGO! Apliquei minha teoria e pronto, agora já consegui me adaptar e viver sem TV. Inclusive já descobri distrações tão interessantes quanto passar a tarde vendo “vale a pena ver de novo.”

No entanto, eu não mereço parabéns (ainda), eu não sou de ferro. Já estou aqui juntando grana para providenciar minha nova TV, que será bem mais legal que a outra. Sobre os novos relacionamentos, também não sou de ferro, mesmo me adaptando perfeitamente à essa vida de solteira, não posso negar que eu não esteja com planos para minha vida amorosa assim como tenho para a minha nova TV. Acho que eu já me cansei de toda essa estabilidade, tanto essa que eu encontro nas minhas tardes sem tv e sou obrigada a ser produtiva, quanto na minha vida de solteira sem um frio na barriga diário. Talvez eu esteja precisando de cores vivas de uma tv na parede branca do meu quarto, e cores vibrantes na minha vida que anda nude demais.

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