0
Compartilhamentos
Pinterest Google+

⟳ Atualizada em: 20/07/2020 15:55

Mais da metade dos brasileiros, 56% entraram na quarentena sem nenhuma reserva financeira. Foi o que apontou a pesquisa Raio-X do Investidor da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais – Anbima. 

Outra pesquisa feita pelo Datafolha no mês de abril, mostra que só 28% dos brasileiros tinham reservas para se sustentar por mais de três meses caso tivessem salários reduzidos, contratos de prestação de serviço cancelados, negócios paralisados ou até mesmo fossem demitidos.

Nesse contexto da crise financeira provocada pela pandemia a maioria das pessoas se perguntam, por que não organizaram a vida financeira antes e o que fazer a partir de agora?

Querer evoluir nessa área é exatamente o primeiro passo para mudar essa realidade. Quem afirma isso é Master Coach e professor da área financeira, Gleib Rezende. “O primeiro passo para resolver ou mudar sua vida financeira é querer, depois trabalhar sua mentalidade cognitiva e emocional sobre o dinheiro. Após isso traçar metas e prioridades a serem alcançadas”.

Gleib explica que, trabalhar a mente e o emocional é muito importante para organizar as finanças, porque são assuntos que estão muito relacionados. “Tem pessoas que vivem de pequenos prazeres imediatos que dependem do dinheiro ou da facilidade do crédito para comprar roupas, sapatos ou outros produtos que não são necessidade, apenas pelo prazer da compra ou conquista, que para muitos é uma válvula de escape para algumas dores, frustrações, medos, autoestima e que pode virar uma compulsão”.

Além da vontade de querer é preciso também entender que crenças a pessoa tem com relação ao dinheiro.

“Muita gente cresce ouvindo dizer que o dinheiro é sujo, que não trás felicidade e isso não é bom, pois de forma não programada e inconsciente, a tendência é que essa pessoa busque se livrar do dinheiro de forma rápida, porque quem quer uma coisa suja ou que não trás felicidade por perto? Outras pessoas têm uma mentalidade que precisam ganhar dinheiro apenas para pagar as contas, embora elas saibam que o dinheiro serve para mais que isso, agem dessa forma e vão trabalhar à vida toda apenas para isso, pagar contas. Na contramão de tudo isso, existem aqueles que têm em sua forma de pensar, uma visão positiva para ganhar dinheiro, que o recurso bem empregado pode gerar felicidade e abundância para suprir as necessidades como um todo e que pagar contas é apenas uma parcela de sua destinação”, exemplifica.

Depois de trabalhar a mente é partir para prática, onde a orientação é fazer uma análise aprofundada da realidade financeira, sem medo de enfrentar de frente. “Tem pessoas que tem medo de ver a realidade e se assustar, mas é preciso ter consciência da própria situação financeira e querer mudar. Só então, você vai estabelecer as primeiras ações”.

A organização da vida financeira, também requer uma prática muito conhecida, mas nem tanto utilizada, anotar tudo que recebe e tudo o que gasta. “Tomar nota de tudo é muito importante, pode ser no celular ou em um pedaço de papel, mas anote tudo. Com um mês de anotações é possível fazer a análise de como você tem gastado seu dinheiro, do quanto seu rendimento está comprometido, quanto está gastando com supérfluo, com despesas fixas, com lazer e outros, avaliando onde agir e se é possível cortar gastos”.

Para os que ficaram desempregados e agora estão empreendendo o alerta é conhecer todos os custos: energia, aluguel, funcionários se for o caso e o que vai sobrar para investir no negócio. A partir de então é que deve se formatado o preço do produto ou serviço. Outra dica é fazer um planejamento anual.

“Não temos o hábito de fazer uma avaliação anual, porque nossas despesas são mensais, mas uma sugestão é anotar todas as contas anuais como seguro, IPTU, matrículas, entre outras e fazer um planejamento associado aos gastos e consumos daquele determinado mês”.

Por fim, Gleib deixa outras orientações que vão ajudar nesse processo de organização da vida financeira.

“Seja proativo não espere complicar mais, estabeleça metas e prioridades, questione se determinado consumo é necessário, se está alinhado com sua meta a curto, médio e longo prazo. Além de tudo é preciso separar um tempo para se dedicar ao seu dinheiro, anotar e avaliar, definindo ações práticas. Com isso, você começa a educar a sua mente e adquirir hábitos e comportamentos para algo que vai te trazer resultados duradouros”. 

Post Anterior

Programa “Essa Terra é Nossa” será lançado nesta quarta-feira, 22

Próximo Post

TSE tem até 31 de agosto para divulgar limites de gastos para candidatos a prefeito e vereador