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266 detentos farão o Enem no Tocantins em dezembro

Por conta de mudanças nas diretrizes do exame, houve decréscimo no número de inscritos

Atualizada em: 08/11/2017 18:17

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Nos dias 12 e 13 de dezembro, 266 detentos do sistema carcerário do estado realizarão a prova do Exame Nacional do Ensino Médio, em 29 unidades prisionais do Tocantins. O Enem PPL (para pessoas privadas de liberdade) segue o mesmo formato da prova tradicional, mas, diferente do exame tradicional, será realizado em dois dias seguidos. As provas são aplicadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), também responsável pela elaboração do exame.

No ano passado, 348 detentos no Estado realizaram a prova. De acordo com a Secretaria de Cidadania e Justiça, esse decréscimo é reflexo de algumas mudanças nas Diretrizes do Enem, que agora não atesta mais o certificado de conclusão do ensino médio. A partir desse ano, os  certificados para o ensino fundamental e médio passaram a ser emitidos pelo Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).

Os estudantes que obtiverem notas acima de 600 pontos no Enem podem se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para tentar vaga nas universidades federais. Outra possibilidade do Enem PPL é que o detento dispute bolsas no Programa Universidade para Todos (Prouni).

A liberação de socioeducandos e presidiários para estudar, contudo, depende de aprovação da Justiça. Entre outros critérios avaliados pelos juízes, está o bom comportamento e o empenho das pessoas privadas de liberdade em estudar.

Segundo a Lei de Execução Penal, o condenado em regime fechado ou semiaberto poderá reduzir, por trabalho ou por estudo, parte do tempo de execução da pena. Para a Secretaria de Cidadania e Justiça, o acesso à educação superior é um mecanismo alternativo para complementar ou traçar novos caminhos na vida do reeducando.

 

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