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1º caso de mormo em Palmas é confirmado pela Adapec

Atualizada em: 19/10/2017 17:05

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A Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins,Adapec, constatou por meio de um exame enviado para o laboratório do Ministério da Agricultura, a confirmação do primeiro caso de mormo na Capital. Com esse, até agora, são 34 casos da doença registrados no Tocantins.

Em entrevista exclusiva ao Portal Orla Notícias, o presidente da Adapec, Humberto Camelo, explicou como o caso foi notificado.

“Nos estávamos praticamente debelando o mormo na região sul. Onde já deliberamos o município de Cariri e outros municípios daquela região que estava interditada por conta do mormo. E fomos pego de surpresa ontem, quando houve um caso positivo na Capital”, afirma o presidente da Adapec.

A Adapec afirma que entre as providências de saneamento que estão sendo tomadas é a interdição da chácara onde aconteceu o fato e o sacrifico do animal. O órgão já solicitou o maquinário para realizar os procedimentos.

O local fica próximo a Capital, segundo informou o presidente da Adapec. O proprietário da chácara está resistindo quanto ao sacrifico do animal.

“Nós estamos intensificado o trabalho no Tocantins. Em Palmeirante estamos concluindo o saneamento. E agora em Palmas, estão tomando as medidas cabíveis”, informou o presidente da Adapec.

Mormo 

O primeiro caso de mormo no Tocantins foi confirmado em junho de 2015. No mesmo ano foram registrados 16 casos da doença em Formoso do Araguaia, no sul do estado. No ano passado, foram oito casos no mesmo município, cinco em Sandolândia e três em Cariri. Este ano já são 34 casos da doença. Desde 2015 já foram realizados 2.166 exames para diagnósticos da enfermidade.

O mormo é uma doença infecciosa causada por bactéria que acomete principalmente os equídeos (asininos, equinos e muares). Nos equídeos, os principais sintomas são nódulos nas narinas, corrimento purulento, pneumonia, febre e emagrecimento. Existe ainda a forma latente na qual os animais não apresentam sintomas, mas possuem a enfermidade.

Já o ser humano, normalmente é infectado pelo contato com animais doentes, os principais sintomas são febre, com pústulas cutâneas, edema de septo nasal, pneumonia e abscessos e, diversas partes do corpo. É uma zoonose de difícil tratamento, quase sempre fatal.

A doença é transmitida de animal por animal através da respiração. Os animais doentes apresentam alteração na respiração, emagrecimento e feridas que não se cicatrizam.

Não há vacina e nem tratamento eficaz para o mormo, o único método previsto na Instrução Normativa nº 24 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), é o sacrifício do animal positivo. “Desde que surgiu o primeiro caso no Estado, em junho de 2015, a Agência vem realizando um trabalho minucioso para conter a doença, porém, precisamos que todos os setores da agropecuária colaborem para contenção da enfermidade, com exigência de exames dos animais”, ressaltou o presidente da Adapec, Humberto Camelo.

Entrevista Orla TV

A entrevista exclusiva com o presidente da Adapec, Humberto Camelo, será publicada nesta sexta-feira, 20, no canal Orla TV, dentro do Portal Orla Notícias. 

 

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